Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Mato Leitão - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mato Leitão, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 25poços cadastrados
  • 89,9 mprofundidade média
  • 88 mprofundidade mediana
  • 15,1 mnível estático médio

Como são os poços em Mato Leitão - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 25 poços em Mato Leitão - RS. A profundidade média é de 89,9 m e a mediana, 88 m, medida em 25 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 30 dos 1.883 domicílios do município — 1,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
25
Profundidade média
89,9 m
Profundidade mediana
88 m
Nível estático médio
15,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
25 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
4.859 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
30 (1,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 25 poços em Mato Leitão, com profundidade média de 89,9 m (mediana de 88 m, variando de 29,9 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 87% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Mato Leitão é 25 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Mato Leitão

Poços cadastrados em Mato Leitão - RS
Poços no cadastro nacional25 poços
Profundidade média89,9 m 25 poços com o dado
Profundidade mediana88 m
Faixa de profundidade29,9 m a 150 m
Nível estático médio15,1 m 21 poços com o dado
Nível dinâmico médio40,7 m 11 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 11 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 86% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 87% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 10 poços
Poços com teste de vazão25 de 25
Distribuição das profundidades em Mato Leitão 29,9 m mínimo 88 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 102 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Mato Leitão por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 4% 50-100 m 17 · 68% 100-150 m 7 · 28%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Mato Leitão 1 1960 2 1980 6 1990 10 2000 6 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Mato Leitão. Valores em poços. Abastecimento doméstico 7 · 39% Abastecimento doméstico/animal 3 · 17% Abastecimento urbano 3 · 17% Sem uso 3 · 17% Abastecimento múltiplo 1 · 6% Pecuária 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 18 poços
  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 20 poços
  • Formação Botucatu — 2 poços
  • Formação Rosário do Sul — 1 poço

O território e o subsolo de Mato Leitão

Mato Leitão tem 4.859 habitantes distribuídos em 46,8 km², o que dá 103,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Cruz do Sul, na região intermediária de Santa Cruz do Sul - Lajeado.

No Censo 2022, 30 dos 1.883 domicílios de Mato Leitão — 1,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 19 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 18 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Mato Leitão, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Mato Leitão

Com base em 973 poços cadastrados num raio de 30 km de Mato Leitão - RS, 80% deles foram concluídos entre 57 m e 178 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 9,7 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 20,1 m³/h), sobre 509 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (53% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mato Leitão se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 973 poços no raio, contra 25 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
9,7 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
34,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 509 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Mato Leitão: 66/100

66 de 100

Confiança: amostra alta973 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 72peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 90peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 58peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 36peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Mato Leitão costumam descer

  • até 50 m 7%67
  • 50 a 100 m 42%397
  • 100 a 150 m 34%324
  • acima de 150 m 18%168

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 8,9 m³/h 106 m 528325 com teste
Formação Santa Maria 16,9 m³/h 83 m 5847 com teste
Formação Rosário do Sul 12,9 m³/h 97 m 5036 com teste
Formação Botucatu 7,9 m³/h 98 m 1612 com teste
Aluviões 5,3 m³/h 109 m 65 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m47 poços Formação Serra Geral 31 · Formação Santa Maria 6 · Formação Rosário do Sul 5
  • 50 a 100 m275 poços Formação Serra Geral 215 · Formação Santa Maria 29 · Formação Rosário do Sul 22
  • 100 a 150 m214 poços Formação Serra Geral 174 · Formação Santa Maria 19 · Formação Rosário do Sul 13
  • acima de 150 m127 poços Formação Serra Geral 108 · Formação Rosário do Sul 10 · Formação Botucatu 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Mato Leitão?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Mato Leitão.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.