Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Viamão - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Viamão, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 278poços cadastrados
  • 91,4 mprofundidade média
  • 84 mprofundidade mediana
  • 15 mnível estático médio

Como são os poços em Viamão - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 278 poços em Viamão - RS. A profundidade média é de 91,4 m e a mediana, 84 m, medida em 273 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 9.703 dos 84.612 domicílios do município — 11,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
278
Profundidade média
91,4 m
Profundidade mediana
84 m
Nível estático médio
15 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
23,5 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
224.112 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
9.703 (11,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 278 poços em Viamão, com profundidade média de 91,4 m (mediana de 84 m, variando de 13 m a 220 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 52% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Viamão é 23,5 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Viamão

Poços cadastrados em Viamão - RS
Poços no cadastro nacional278 poços
Profundidade média91,4 m 273 poços com o dado
Profundidade mediana84 m
Faixa de profundidade13 m a 220 m
Nível estático médio15 m 194 poços com o dado
Nível dinâmico médio53 m 187 poços com o dado
Vazão específica média3,7 m³/h por metro 177 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 67% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 52% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 47 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 79 poços
Poços com teste de vazão278 de 278
Distribuição das profundidades em Viamão 13 m mínimo 84 m mediana 220 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 115 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Viamão por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 49 · 18% 50-100 m 130 · 48% 100-150 m 66 · 24% 150-200 m 23 · 8% acima de 200 m 5 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Viamão 1 1950 6 1960 11 1970 19 1980 76 1990 79 2000 40 2010 39 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Viamão. Valores em poços. Abastecimento urbano 47 · 27% Abastecimento doméstico 43 · 25% Abastecimento múltiplo 38 · 22% Abastecimento industrial 29 · 17% Sem uso 8 · 5% Outros (lazer,etc.) 6 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 155 poços
  • Poroso — 77 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 128 poços
  • Depósitos Eólicos Litorâneos — 31 poços
  • Aluviões — 29 poços
  • Depósitos Litorâneos — 24 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado — 20 poços
  • Depósitos Alúvio-Coluvionares — 15 poços

O território e o subsolo de Viamão

Viamão tem 224.112 habitantes distribuídos em 1.496,5 km², o que dá 149,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Porto Alegre.

No Censo 2022, 9.703 dos 84.612 domicílios de Viamão — 11,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 9.034 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 7.849 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Viamão

Com base em 1.123 poços cadastrados num raio de 30 km de Viamão - RS, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 190 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 3,9 m³/h (metade dos poços entre 1,9 m³/h e 7,9 m³/h), sobre 772 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (66% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Viamão se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.123 poços no raio, contra 278 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
3,9 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
39,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 772 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Viamão: 40/100

40 de 100

Confiança: amostra alta1.123 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 93peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 19peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 37peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Viamão costumam descer

  • até 50 m 10%113
  • 50 a 100 m 41%459
  • 100 a 150 m 28%316
  • acima de 150 m 20%224

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 3,2 m³/h 107 m 334243 com teste
Aluviões 2,7 m³/h 85 m 8748 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 5,2 m³/h 128 m 7464 com teste
Formação Rio Bonito 4,0 m³/h 150 m 6651 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 2,1 m³/h 98 m 5943 com teste
Formação Irati 4,5 m³/h 100 m 5749 com teste
Depósitos Alúvio-Coluvionares 4,0 m³/h 90 m 3623 com teste
Depósitos Eólicos Litorâneos 15,7 m³/h 80 m 3119 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m98 poços Complexo Granito-Gnáissico 27 · Aluviões 23 · Depósitos Alúvio-Coluvionares 8
  • 50 a 100 m396 poços Complexo Granito-Gnáissico 134 · Pré-Cambriano Indiviso 30 · Aluviões 29
  • 100 a 150 m268 poços Complexo Granito-Gnáissico 96 · Subgrupo Rio do Rastro 26 · Formação Rio Bonito 24
  • acima de 150 m205 poços Complexo Granito-Gnáissico 77 · Formação Rio Bonito 28 · Subgrupo Rio do Rastro 25

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Viamão?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Viamão.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.