Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Esteio - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Esteio, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação rosário do sul
  • 34poços cadastrados
  • 129,4 mprofundidade média
  • 115 mprofundidade mediana
  • 19,6 mnível estático médio

Como são os poços em Esteio - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 34 poços em Esteio - RS. A profundidade média é de 129,4 m e a mediana, 115 m, medida em 34 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 19,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Rosário do Sul. No Censo 2022, 855 dos 29.282 domicílios do município — 2,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
34
Profundidade média
129,4 m
Profundidade mediana
115 m
Nível estático médio
19,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Rosário do Sul
Ante a média do estado
14,5 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
76.137 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
855 (2,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 34 poços em Esteio, com profundidade média de 129,4 m (mediana de 115 m, variando de 52 m a 384 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Rosário do Sul, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Esteio é 14,5 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Esteio

Poços cadastrados em Esteio - RS
Poços no cadastro nacional34 poços
Profundidade média129,4 m 34 poços com o dado
Profundidade mediana115 m
Faixa de profundidade52 m a 384 m
Nível estático médio19,6 m 26 poços com o dado
Nível dinâmico médio71,3 m 26 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 26 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 93% dos registros
Rocha predominanteFormação Rosário do Sul 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 10 poços
Poços com teste de vazão34 de 34
Distribuição das profundidades em Esteio 52 m mínimo 115 m mediana 384 m máximo
Metade dos poços fica entre 87 m e 153 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Esteio por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 14 · 41% 100-150 m 11 · 32% 150-200 m 5 · 15% acima de 200 m 4 · 12%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Esteio 1 1950 2 1960 5 1970 2 1980 8 1990 10 2000 6 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Esteio. Valores em poços. Abastecimento industrial 7 · 39% Outros (lazer,etc.) 6 · 33% Abastecimento urbano 2 · 11% Abastecimento múltiplo 2 · 11% Abastecimento doméstico 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 28 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Rosário do Sul — 9 poços
  • Formação Serra Geral — 5 poços
  • Formação Palermo — 4 poços
  • Subgrupo Rio do Rastro — 3 poços
  • Formação Irati — 3 poços
  • Coluvião — 3 poços

O território e o subsolo de Esteio

Esteio tem 76.137 habitantes distribuídos em 27,7 km², o que dá 2.751,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Porto Alegre.

No Censo 2022, 855 dos 29.282 domicílios de Esteio — 2,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 839 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 397 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Esteio, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Esteio

Com base em 1.664 poços cadastrados num raio de 30 km de Esteio - RS, 80% deles foram concluídos entre 58 m e 200 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 4,1 m³/h (metade dos poços entre 2,2 m³/h e 7,9 m³/h), sobre 1.252 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (61% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Esteio se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.664 poços no raio, contra 34 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
4,1 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
58,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 1.252 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Esteio: 43/100

43 de 100

Confiança: amostra alta1.664 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 24peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 29peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 49peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Esteio costumam descer

  • até 50 m 8%124
  • 50 a 100 m 34%557
  • 100 a 150 m 32%519
  • acima de 150 m 27%446

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 3,8 m³/h 108 m 257188 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 4,3 m³/h 132 m 179158 com teste
Formação Botucatu 4,9 m³/h 113 m 132110 com teste
Formação Serra Geral 7,1 m³/h 158 m 120100 com teste
Aluviões 4,8 m³/h 86 m 10670 com teste
Formação Irati 4,6 m³/h 118 m 10092 com teste
Formação Rio Bonito 4,5 m³/h 150 m 9678 com teste
Formação Rosário do Sul 3,3 m³/h 150 m 8878 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m102 poços Aluviões 32 · Complexo Granito-Gnáissico 19 · Formação Palermo 7
  • 50 a 100 m460 poços Complexo Granito-Gnáissico 103 · Formação Botucatu 50 · Subgrupo Rio do Rastro 48
  • 100 a 150 m447 poços Complexo Granito-Gnáissico 77 · Subgrupo Rio do Rastro 67 · Formação Botucatu 48
  • acima de 150 m395 poços Formação Serra Geral 62 · Subgrupo Rio do Rastro 60 · Complexo Granito-Gnáissico 58

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Esteio?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Esteio.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.