Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Nova Santa Rita - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Nova Santa Rita, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • subgrupo rio do rastro
  • 67poços cadastrados
  • 111,6 mprofundidade média
  • 102 mprofundidade mediana
  • 16,4 mnível estático médio

Como são os poços em Nova Santa Rita - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 67 poços em Nova Santa Rita - RS. A profundidade média é de 111,6 m e a mediana, 102 m, medida em 67 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Rio do Rastro. No Censo 2022, 5.109 dos 10.271 domicílios do município — 49,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
67
Profundidade média
111,6 m
Profundidade mediana
102 m
Nível estático médio
16,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Subgrupo Rio do Rastro
Ante a média do estado
3,3 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
29.024 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
5.109 (49,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 67 poços em Nova Santa Rita, com profundidade média de 111,6 m (mediana de 102 m, variando de 32 m a 238 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Rio do Rastro, presente em 56% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Nova Santa Rita é 3,3 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Nova Santa Rita

Poços cadastrados em Nova Santa Rita - RS
Poços no cadastro nacional67 poços
Profundidade média111,6 m 67 poços com o dado
Profundidade mediana102 m
Faixa de profundidade32 m a 238 m
Nível estático médio16,4 m 65 poços com o dado
Nível dinâmico médio64,7 m 64 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 64 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 95% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Rio do Rastro 56% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 21 poços
Poços com teste de vazão67 de 67
Distribuição das profundidades em Nova Santa Rita 32 m mínimo 102 m mediana 238 m máximo
Metade dos poços fica entre 82 m e 132 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Nova Santa Rita por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 9% 50-100 m 25 · 37% 100-150 m 23 · 34% 150-200 m 9 · 13% acima de 200 m 4 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Nova Santa Rita 2 1970 19 1980 17 1990 21 2000 7 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Nova Santa Rita. Valores em poços. Abastecimento industrial 11 · 33% Abastecimento doméstico 11 · 33% Abastecimento urbano 4 · 12% Abastecimento múltiplo 3 · 9% Abastecimento doméstico/irrig. 2 · 6% Sem uso 2 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 60 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Rio do Rastro — 37 poços
  • Formação Rosário do Sul — 11 poços
  • Formação Irati — 8 poços
  • Formação Serra Geral — 6 poços
  • Formação Piramboia — 2 poços
  • Formação Botucatu — 2 poços

O território e o subsolo de Nova Santa Rita

Nova Santa Rita tem 29.024 habitantes distribuídos em 218,2 km², o que dá 133,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Porto Alegre.

No Censo 2022, 5.109 dos 10.271 domicílios de Nova Santa Rita — 49,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 5.019 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.968 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Nova Santa Rita

Com base em 1.474 poços cadastrados num raio de 30 km de Nova Santa Rita - RS, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 200 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 4,2 m³/h (metade dos poços entre 2,2 m³/h e 7,6 m³/h), sobre 1.128 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (64% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Nova Santa Rita se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.474 poços no raio, contra 67 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
4,2 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
52,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 1.128 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Nova Santa Rita: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra alta1.474 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 25peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 97peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 30peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 59peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Nova Santa Rita costumam descer

  • até 50 m 7%107
  • 50 a 100 m 33%475
  • 100 a 150 m 32%462
  • acima de 150 m 28%415

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 3,8 m³/h 109 m 204149 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 4,4 m³/h 130 m 164144 com teste
Formação Botucatu 5,2 m³/h 120 m 133105 com teste
Aluviões 4,8 m³/h 90 m 9768 com teste
Formação Irati 4,3 m³/h 120 m 9690 com teste
Formação Serra Geral 7,0 m³/h 160 m 9377 com teste
Formação Rosário do Sul 2,9 m³/h 150 m 8983 com teste
Formação Rio Bonito 4,8 m³/h 152 m 7667 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m85 poços Aluviões 28 · Complexo Granito-Gnáissico 15 · Formação Palermo 7
  • 50 a 100 m388 poços Complexo Granito-Gnáissico 79 · Subgrupo Rio do Rastro 45 · Formação Botucatu 44
  • 100 a 150 m396 poços Subgrupo Rio do Rastro 62 · Complexo Granito-Gnáissico 61 · Formação Botucatu 52
  • acima de 150 m364 poços Subgrupo Rio do Rastro 52 · Complexo Granito-Gnáissico 49 · Formação Serra Geral 48

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Nova Santa Rita?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Nova Santa Rita.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.