Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ceará-Mirim - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ceará-Mirim, Rio Grande do Norte.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 168poços cadastrados
  • 68 mprofundidade média
  • 65 mprofundidade mediana
  • 16,5 mnível estático médio

Como são os poços em Ceará-Mirim - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 168 poços em Ceará-Mirim - RN. A profundidade média é de 68 m e a mediana, 65 m, medida em 115 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 3.194 dos 24.896 domicílios do município — 12,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
168
Profundidade média
68 m
Profundidade mediana
65 m
Nível estático médio
16,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
19,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
79.115 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.194 (12,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 168 poços em Ceará-Mirim, com profundidade média de 68 m (mediana de 65 m, variando de 17 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 71% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ceará-Mirim é 19,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Ceará-Mirim

Poços cadastrados em Ceará-Mirim - RN
Poços no cadastro nacional168 poços
Profundidade média68 m 115 poços com o dado
Profundidade mediana65 m
Faixa de profundidade17 m a 200 m
Nível estático médio16,5 m 79 poços com o dado
Nível dinâmico médio27,7 m 41 poços com o dado
Vazão específica média7,8 m³/h por metro 40 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 86% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 71% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 30 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 57 poços
Poços com teste de vazão168 de 168
Distribuição das profundidades em Ceará-Mirim 17 m mínimo 65 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 80 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ceará-Mirim por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 30 · 26% 50-100 m 73 · 63% 100-150 m 10 · 9% 150-200 m 2 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ceará-Mirim 3 1960 8 1970 28 1980 17 1990 57 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ceará-Mirim. Valores em poços. Abastecimento doméstico 30 · 59% Abastecimento doméstico/animal 8 · 16% Irrigação 5 · 10% Abastecimento múltiplo 5 · 10% Abastecimento industrial 2 · 4% Abastecimento urbano 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 31 poços
  • Carstico — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 32 poços
  • Formação Jandaíra — 8 poços
  • Formação Açu — 5 poços

O território e o subsolo de Ceará-Mirim

Ceará-Mirim tem 79.115 habitantes distribuídos em 724,8 km², o que dá 109,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Natal.

No Censo 2022, 3.194 dos 24.896 domicílios de Ceará-Mirim — 12,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.673 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.880 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ceará-Mirim

Com base em 807 poços cadastrados num raio de 30 km de Ceará-Mirim - RN, 80% deles foram concluídos entre 30 m e 100 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 10,0 m³/h (metade dos poços entre 5,4 m³/h e 18,1 m³/h), sobre 148 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (91% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ceará-Mirim se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 807 poços no raio, contra 168 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
10,0 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
28,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 148 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ceará-Mirim: 70/100

70 de 100

Confiança: amostra alta807 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 74peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 85peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 44peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 61peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ceará-Mirim costumam descer

  • até 50 m 36%149
  • 50 a 100 m 55%226
  • 100 a 150 m 8%32
  • acima de 150 m 1%5

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 11,1 m³/h 71 m 10698 com teste
Formação Açu 10,4 m³/h 99 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m23 poços Grupo Barreiras 22 · Corpo Cristalino 1
  • 50 a 100 m73 poços Grupo Barreiras 69 · Formação Açu 2 · Formação Jandaíra 2
  • 100 a 150 m13 poços Grupo Barreiras 12 · Formação Açu 1
  • acima de 150 m3 poços Grupo Barreiras 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ceará-Mirim?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ceará-Mirim.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.