Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Parnamirim - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Parnamirim, Rio Grande do Norte.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 111poços cadastrados
  • 66 mprofundidade média
  • 66,5 mprofundidade mediana
  • 24 mnível estático médio

Como são os poços em Parnamirim - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 111 poços em Parnamirim - RN. A profundidade média é de 66 m e a mediana, 66,5 m, medida em 95 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 24 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 3.768 dos 90.152 domicílios do município — 4,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
111
Profundidade média
66 m
Profundidade mediana
66,5 m
Nível estático médio
24 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
21,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
252.716 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.768 (4,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 111 poços em Parnamirim, com profundidade média de 66 m (mediana de 66,5 m, variando de 24 m a 155 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 60% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Parnamirim é 21,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Parnamirim

Poços cadastrados em Parnamirim - RN
Poços no cadastro nacional111 poços
Profundidade média66 m 95 poços com o dado
Profundidade mediana66,5 m
Faixa de profundidade24 m a 155 m
Nível estático médio24 m 74 poços com o dado
Nível dinâmico médio27,3 m 65 poços com o dado
Vazão específica média12 m³/h por metro 65 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 60% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 23 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 34 poços
Poços com teste de vazão111 de 111
Distribuição das profundidades em Parnamirim 24 m mínimo 66,5 m mediana 155 m máximo
Metade dos poços fica entre 52 m e 77 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Parnamirim por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 22 · 23% 50-100 m 71 · 75% 100-150 m 1 · 1% 150-200 m 1 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Parnamirim 7 1970 34 1980 32 1990 22 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Parnamirim. Valores em poços. Abastecimento urbano 23 · 37% Abastecimento múltiplo 19 · 30% Abastecimento doméstico 16 · 25% Abastecimento industrial 4 · 6% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 3 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
  • Formação Açu — 1 poço

O território e o subsolo de Parnamirim

Parnamirim tem 252.716 habitantes distribuídos em 124,0 km², o que dá 2.037,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Natal.

No Censo 2022, 3.768 dos 90.152 domicílios de Parnamirim — 4,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.607 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.467 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Parnamirim, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Parnamirim

Com base em 1.831 poços cadastrados num raio de 30 km de Parnamirim - RN, 80% deles foram concluídos entre 24 m e 80 m, com profundidade mediana de 46 m. A vazão mediana calculada é de 12,0 m³/h (metade dos poços entre 5,8 m³/h e 26,1 m³/h), sobre 191 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (89% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Parnamirim se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.831 poços no raio, contra 111 poços dentro do município.

46 mprofundidade mediana
12,0 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
64,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 191 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Parnamirim: 74/100

74 de 100

Confiança: amostra alta1.831 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 84peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 43peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 93peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 27peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Parnamirim costumam descer

  • até 50 m 60%746
  • 50 a 100 m 38%474
  • 100 a 150 m 2%25
  • acima de 150 m 0%6

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 16,0 m³/h 70 m 7059 com teste
Formação Açu 9,7 m³/h 97 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m25 poços Grupo Barreiras 22 · Pré-Cambriano Indiviso 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m41 poços Grupo Barreiras 37 · Formação Açu 3 · Corpo Cristalino 1
  • 100 a 150 m9 poços Grupo Barreiras 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Parnamirim?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Parnamirim.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.