Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cerro Corá - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cerro Corá, Rio Grande do Norte.

  • aquífero poroso
  • formação serra dos martins
  • 141poços cadastrados
  • 88,4 mprofundidade média
  • 57 mprofundidade mediana
  • 45 mnível estático médio

Como são os poços em Cerro Corá - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 141 poços em Cerro Corá - RN. A profundidade média é de 88,4 m e a mediana, 57 m, medida em 34 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 45 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra dos Martins. No Censo 2022, 156 dos 3.684 domicílios do município — 4,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
141
Profundidade média
88,4 m
Profundidade mediana
57 m
Nível estático médio
45 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra dos Martins
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
11.000 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
156 (4,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 141 poços em Cerro Corá, com profundidade média de 88,4 m (mediana de 57 m, variando de 20 m a 452 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra dos Martins, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cerro Corá é praticamente igual à média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Cerro Corá

Poços cadastrados em Cerro Corá - RN
Poços no cadastro nacional141 poços
Profundidade média88,4 m 34 poços com o dado
Profundidade mediana57 m
Faixa de profundidade20 m a 452 m
Nível estático médio45 m 12 poços com o dado
Nível dinâmico médio95,9 m 7 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 60% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra dos Martins 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 12 poços
Poços com teste de vazão141 de 141
Distribuição das profundidades em Cerro Corá 20 m mínimo 57 m mediana 452 m máximo
Metade dos poços fica entre 45,5 m e 61 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cerro Corá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 10 · 29% 50-100 m 18 · 53% 100-150 m 1 · 3% 150-200 m 1 · 3% acima de 200 m 4 · 12%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cerro Corá 2 1930 1 1940 1 1950 2 1960 7 1980 4 1990 12 2000 3 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cerro Corá. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 7 · 70% Doméstico/irrigação/animal 3 · 30%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 3 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra dos Martins — 3 poços
  • Aluviões — 1 poço
  • Grupo Seridó — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Cerro Corá

Cerro Corá tem 11.000 habitantes distribuídos em 393,6 km², o que dá 28,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Currais Novos, na região intermediária de Caicó.

No Censo 2022, 156 dos 3.684 domicílios de Cerro Corá — 4,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 147 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 992 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Cerro Corá, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cerro Corá

Com base em 393 poços cadastrados num raio de 30 km de Cerro Corá - RN, 80% deles foram concluídos entre 27 m e 70 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 2,0 m³/h (metade dos poços entre 1,2 m³/h e 3,5 m³/h), sobre 22 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (64% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cerro Corá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 393 poços no raio, contra 141 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
2,0 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
13,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 22 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cerro Corá: 35/100

35 de 100

Confiança: amostra alta393 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 8peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 65peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 12peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 72peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cerro Corá costumam descer

  • até 50 m 54%105
  • 50 a 100 m 39%76
  • 100 a 150 m 3%6
  • acima de 150 m 3%6

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra dos Martins 1,6 m³/h 70 m 128 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 3,5 m³/h 45 m 52 com teste
Grupo Barreiras 20,8 m³/h 104 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m8 poços Pré-Cambriano Indiviso 5 · Formação Serra dos Martins 3
  • 50 a 100 m9 poços Formação Serra dos Martins 5 · Grupo Barreiras 2 · Aluviões 1
  • 100 a 150 m5 poços Grupo Barreiras 3 · Formação Serra dos Martins 1 · Corpo Cristalino 1
  • acima de 150 m3 poços Formação Serra dos Martins 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cerro Corá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cerro Corá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.