Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Coronel João Pessoa - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Coronel João Pessoa, Rio Grande do Norte.

  • aquífero fissural
  • pré-cambriano indiviso
  • 10poços cadastrados
  • 51,4 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 4,6 mnível estático médio

Como são os poços em Coronel João Pessoa - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 10 poços em Coronel João Pessoa - RN. A profundidade média é de 51,4 m e a mediana, 50 m, medida em 10 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 878 dos 1.439 domicílios do município — 61% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
10
Profundidade média
51,4 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
4,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
36 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
4.237 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
878 (61%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 10 poços em Coronel João Pessoa, com profundidade média de 51,4 m (mediana de 50 m, variando de 43 m a 70 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 80% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Coronel João Pessoa é 36 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Coronel João Pessoa

Poços cadastrados em Coronel João Pessoa - RN
Poços no cadastro nacional10 poços
Profundidade média51,4 m 10 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade43 m a 70 m
Nível estático médio4,6 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio26,4 m 3 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 80% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 4 poços
Poços com teste de vazão10 de 10
Distribuição das profundidades em Coronel João Pessoa 43 m mínimo 50 m mediana 70 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 50 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Coronel João Pessoa por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 80% 50-100 m 2 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Coronel João Pessoa 1 1950 2 1980 4 1990 3 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Coronel João Pessoa. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 2 · 40% Abastecimento doméstico/animal 1 · 20% Abastecimento doméstico 1 · 20% Irrigação 1 · 20%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 4 poços
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Coronel João Pessoa

Coronel João Pessoa tem 4.237 habitantes distribuídos em 117,1 km², o que dá 36,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pau dos Ferros, na região intermediária de Mossoró.

No Censo 2022, 878 dos 1.439 domicílios de Coronel João Pessoa — 61% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 287 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 851 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Coronel João Pessoa

Com base em 518 poços cadastrados num raio de 30 km de Coronel João Pessoa - RN, 80% deles foram concluídos entre 30 m e 88 m, com profundidade mediana de 52 m. A vazão mediana calculada é de 2,2 m³/h (metade dos poços entre 0,9 m³/h e 6,0 m³/h), sobre 129 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (92% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Coronel João Pessoa se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 518 poços no raio, contra 10 poços dentro do município.

52 mprofundidade mediana
2,2 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
18,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 129 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Coronel João Pessoa: 29/100

29 de 100

Confiança: amostra alta518 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 12peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 73peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 3peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 84peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 8peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Coronel João Pessoa costumam descer

  • até 50 m 46%213
  • 50 a 100 m 53%249
  • 100 a 150 m 1%4
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 1,1 m³/h 50 m 3513 com teste
Corpo Cristalino 1,8 m³/h 60 m 3024 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,4 m³/h 71 m 189 com teste
Complexo Migmatito-Granulítico 0,4 m³/h 50 m 42 com teste
Formação Serra dos Martins 2,2 m³/h 38 m 32 com teste
Grupo Apodi sem teste 50 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m55 poços Pré-Cambriano Indiviso 31 · Corpo Cristalino 12 · Complexo Migmatito-Granulítico 4
  • 50 a 100 m40 poços Corpo Cristalino 18 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 16 · Pré-Cambriano Indiviso 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Coronel João Pessoa?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Coronel João Pessoa.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.