Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Açu - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Açu, Rio Grande do Norte.

  • aquífero poroso
  • formação açu
  • 447poços cadastrados
  • 90 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 30 mnível estático médio

Como são os poços em Açu - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 447 poços em Açu - RN. A profundidade média é de 90 m e a mediana, 80 m, medida em 288 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 30 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Açu. No Censo 2022, 3.321 dos 19.231 domicílios do município — 17,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
447
Profundidade média
90 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
30 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Açu
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
56.496 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.321 (17,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 447 poços em Açu, com profundidade média de 90 m (mediana de 80 m, variando de 13,5 m a 840,9 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Açu, presente em 46% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Açu é praticamente igual à média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Açu

Poços cadastrados em Açu - RN
Poços no cadastro nacional447 poços
Profundidade média90 m 288 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade13,5 m a 840,9 m
Nível estático médio30 m 216 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,2 m 80 poços com o dado
Vazão específica média5,2 m³/h por metro 80 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 62% dos registros
Rocha predominanteFormação Açu 46% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 38 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 93 poços
Poços com teste de vazão447 de 447
Distribuição das profundidades em Açu 13,5 m mínimo 80 m mediana 840,9 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 104 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Açu por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 58 · 20% 50-100 m 154 · 53% 100-150 m 61 · 21% 150-200 m 7 · 2% acima de 200 m 8 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Açu 1 1950 4 1960 18 1970 53 1980 59 1990 93 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Açu. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 38 · 29% Abastecimento doméstico 35 · 26% Doméstico/irrigação/animal 22 · 17% Abastecimento urbano 16 · 12% Irrigação 11 · 8% Pecuária 11 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 64 poços
  • Carstico — 37 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Açu — 50 poços
  • Formação Jandaíra — 39 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 8 poços
  • Aluviões — 8 poços
  • Corpo Cristalino — 3 poços
  • Grupo Barreira Indiviso — 1 poço

O território e o subsolo de Açu

Assú tem 56.496 habitantes distribuídos em 1.303,4 km², o que dá 43,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Açu, na região intermediária de Mossoró.

No Censo 2022, 3.321 dos 19.231 domicílios de Assú — 17,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.195 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.702 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Açu

Com base em 637 poços cadastrados num raio de 30 km de Açu - RN, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 130 m, com profundidade mediana de 78 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 12,0 m³/h), sobre 127 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (57% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Açu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 637 poços no raio, contra 447 poços dentro do município.

78 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
22,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 127 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Açu: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta637 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 79peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 32peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 69peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 29peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Açu costumam descer

  • até 50 m 23%101
  • 50 a 100 m 49%215
  • 100 a 150 m 22%97
  • acima de 150 m 6%28

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Açu 14,0 m³/h 74 m 5525 com teste
Formação Jandaíra 2,5 m³/h 104 m 5230 com teste
Aluviões 9,4 m³/h 37 m 137 com teste
Corpo Cristalino 0,5 m³/h 60 m 53 com teste
Grupo Barreira Indiviso 11,9 m³/h 293 m 33 com teste
Pré-Cambriano Indiviso sem teste 50 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m32 poços Formação Açu 15 · Aluviões 10 · Pré-Cambriano Indiviso 3
  • 50 a 100 m55 poços Formação Açu 27 · Formação Jandaíra 23 · Corpo Cristalino 4
  • 100 a 150 m29 poços Formação Jandaíra 19 · Formação Açu 8 · Aluviões 2
  • acima de 150 m16 poços Formação Jandaíra 8 · Formação Açu 5 · Grupo Barreira Indiviso 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Açu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Açu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.