Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santo Antônio do Paraíso - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santo Antônio do Paraíso, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 9poços cadastrados
  • 112,3 mprofundidade média
  • 102 mprofundidade mediana
  • 14,3 mnível estático médio

Como são os poços em Santo Antônio do Paraíso - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 9 poços em Santo Antônio do Paraíso - PR. A profundidade média é de 112,3 m e a mediana, 102 m, medida em 6 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 18 dos 819 domicílios do município — 2,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
9
Profundidade média
112,3 m
Profundidade mediana
102 m
Nível estático médio
14,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
27,6 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
2.125 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
18 (2,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 9 poços em Santo Antônio do Paraíso, com profundidade média de 112,3 m (mediana de 102 m, variando de 100 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santo Antônio do Paraíso é 27,6 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Santo Antônio do Paraíso

Poços cadastrados em Santo Antônio do Paraíso - PR
Poços no cadastro nacional9 poços
Profundidade média112,3 m 6 poços com o dado
Profundidade mediana102 m
Faixa de profundidade100 m a 150 m
Nível estático médio14,3 m 4 poços com o dado
Nível dinâmico médio51,1 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 67% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 67% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1990 2 poços
Poços com teste de vazão9 de 9
Distribuição das profundidades em Santo Antônio do Paraíso 100 m mínimo 102 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santo Antônio do Paraíso por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 33% 100-150 m 4 · 67%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santo Antônio do Paraíso 2 1990 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santo Antônio do Paraíso. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 1 · 50% Abastecimento urbano 1 · 50%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 2 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 2 poços
  • Formação Botucatu — 1 poço

O território e o subsolo de Santo Antônio do Paraíso

Santo Antônio do Paraíso tem 2.125 habitantes distribuídos em 167,0 km², o que dá 12,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cornélio Procópio – Bandeirantes, na região intermediária de Londrina.

No Censo 2022, 18 dos 819 domicílios de Santo Antônio do Paraíso — 2,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 15 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 105 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Santo Antônio do Paraíso, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santo Antônio do Paraíso

Com base em 169 poços cadastrados num raio de 30 km de Santo Antônio do Paraíso - PR, 80% deles foram concluídos entre 78 m e 258 m, com profundidade mediana de 118 m. A vazão mediana calculada é de 7,0 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 15,8 m³/h), sobre 69 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 23 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (59% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santo Antônio do Paraíso se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 169 poços no raio, contra 9 poços dentro do município.

118 mprofundidade mediana
7,0 m³/hvazão mediana calculada
23 mnível estático mediano
6,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 69 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santo Antônio do Paraíso: 45/100

45 de 100

Confiança: amostra alta169 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 46peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 40peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 26peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 37peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santo Antônio do Paraíso costumam descer

  • até 50 m 2%2
  • 50 a 100 m 33%33
  • 100 a 150 m 42%42
  • acima de 150 m 24%24

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 7,0 m³/h 116 m 6623 com teste
Formação Botucatu sem teste 195 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m15 poços Formação Serra Geral 15
  • 100 a 150 m17 poços Formação Serra Geral 16 · Grupo Itararé 1
  • acima de 150 m16 poços Formação Serra Geral 14 · Grupo Itararé 1 · Formação Botucatu 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santo Antônio do Paraíso?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santo Antônio do Paraíso.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.