Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Sarandi - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Sarandi, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 225poços cadastrados
  • 112,2 mprofundidade média
  • 116 mprofundidade mediana
  • 38,5 mnível estático médio

Como são os poços em Sarandi - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 225 poços em Sarandi - PR. A profundidade média é de 112,2 m e a mediana, 116 m, medida em 159 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 38,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 838 dos 42.848 domicílios do município — 2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
225
Profundidade média
112,2 m
Profundidade mediana
116 m
Nível estático médio
38,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
27,7 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
118.455 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
838 (2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 225 poços em Sarandi, com profundidade média de 112,2 m (mediana de 116 m, variando de 60 m a 192 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Sarandi é 27,7 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Sarandi

Poços cadastrados em Sarandi - PR
Poços no cadastro nacional225 poços
Profundidade média112,2 m 159 poços com o dado
Profundidade mediana116 m
Faixa de profundidade60 m a 192 m
Nível estático médio38,5 m 133 poços com o dado
Nível dinâmico médio55,6 m 116 poços com o dado
Vazão específica média19,6 m³/h por metro 89 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 86% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 29 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 49 poços
Poços com teste de vazão225 de 225
Distribuição das profundidades em Sarandi 60 m mínimo 116 m mediana 192 m máximo
Metade dos poços fica entre 92 m e 121 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Sarandi por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 66 · 42% 100-150 m 81 · 51% 150-200 m 12 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Sarandi 1 1970 4 1980 17 1990 48 2000 49 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Sarandi. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 29 · 45% Abastecimento múltiplo 14 · 22% Irrigação 9 · 14% Abastecimento doméstico 6 · 9% Abastecimento industrial 6 · 9% Pecuária 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 44 poços
  • Fissural — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 51 poços

O território e o subsolo de Sarandi

Sarandi tem 118.455 habitantes distribuídos em 103,5 km², o que dá 1.144,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Maringá.

No Censo 2022, 838 dos 42.848 domicílios de Sarandi — 2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 823 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 300 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Sarandi, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Sarandi

Com base em 1.265 poços cadastrados num raio de 30 km de Sarandi - PR, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 168 m, com profundidade mediana de 108 m. A vazão mediana calculada é de 7,4 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 13,0 m³/h), sobre 603 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 31 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (73% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Sarandi se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.265 poços no raio, contra 225 poços dentro do município.

108 mprofundidade mediana
7,4 m³/hvazão mediana calculada
31 mnível estático mediano
44,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 603 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Sarandi: 63/100

63 de 100

Confiança: amostra alta1.265 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 51peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 95peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 34peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 77peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Sarandi costumam descer

  • até 50 m 2%15
  • 50 a 100 m 43%353
  • 100 a 150 m 41%335
  • acima de 150 m 14%116

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 14,1 m³/h 108 m 32993 com teste
Grupo Caiuá 18,5 m³/h 111 m 146 com teste
Grupo Itararé sem teste 150 m 6

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Formação Serra Geral 5 · Grupo Caiuá 1
  • 50 a 100 m95 poços Formação Serra Geral 91 · Grupo Caiuá 4
  • 100 a 150 m114 poços Formação Serra Geral 109 · Grupo Caiuá 4 · Grupo Itararé 1
  • acima de 150 m38 poços Formação Serra Geral 35 · Grupo Caiuá 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Sarandi?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Sarandi.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.