Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santo Antônio da Platina - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santo Antônio da Platina, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação botucatu
  • 49poços cadastrados
  • 150,5 mprofundidade média
  • 140 mprofundidade mediana
  • 31 mnível estático médio

Como são os poços em Santo Antônio da Platina - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 49 poços em Santo Antônio da Platina - PR. A profundidade média é de 150,5 m e a mediana, 140 m, medida em 39 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 31 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Botucatu. No Censo 2022, 945 dos 16.071 domicílios do município — 5,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
49
Profundidade média
150,5 m
Profundidade mediana
140 m
Nível estático médio
31 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Botucatu
Ante a média do estado
10,6 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
44.369 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
945 (5,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 49 poços em Santo Antônio da Platina, com profundidade média de 150,5 m (mediana de 140 m, variando de 90 m a 310 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Botucatu, presente em 41% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santo Antônio da Platina é 10,6 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Santo Antônio da Platina

Poços cadastrados em Santo Antônio da Platina - PR
Poços no cadastro nacional49 poços
Profundidade média150,5 m 39 poços com o dado
Profundidade mediana140 m
Faixa de profundidade90 m a 310 m
Nível estático médio31 m 36 poços com o dado
Nível dinâmico médio61,3 m 36 poços com o dado
Vazão específica média2 m³/h por metro 23 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 50% dos registros
Rocha predominanteFormação Botucatu 41% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 15 poços
Poços com teste de vazão49 de 49
Distribuição das profundidades em Santo Antônio da Platina 90 m mínimo 140 m mediana 310 m máximo
Metade dos poços fica entre 103 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santo Antônio da Platina por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 6 · 15% 100-150 m 24 · 62% 150-200 m 2 · 5% acima de 200 m 7 · 18%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santo Antônio da Platina 4 1980 6 1990 15 2000 7 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santo Antônio da Platina. Valores em poços. Abastecimento industrial 9 · 47% Irrigação 4 · 21% Abastecimento múltiplo 4 · 21% Abastecimento urbano 2 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 13 poços
  • Carstico — 9 poços
  • Fissural — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Botucatu — 11 poços
  • Formação Serra Geral — 11 poços
  • Subgrupo Rio do Rastro — 3 poços
  • Formação Rio Bonito — 1 poço
  • Grupo Caiuá — 1 poço

O território e o subsolo de Santo Antônio da Platina

Santo Antônio da Platina tem 44.369 habitantes distribuídos em 721,5 km², o que dá 61,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santo Antônio da Platina, na região intermediária de Londrina.

No Censo 2022, 945 dos 16.071 domicílios de Santo Antônio da Platina — 5,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 893 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.717 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Santo Antônio da Platina, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santo Antônio da Platina

Com base em 290 poços cadastrados num raio de 30 km de Santo Antônio da Platina - PR, 80% deles foram concluídos entre 77 m e 284 m, com profundidade mediana de 128 m. A vazão mediana calculada é de 8,5 m³/h (metade dos poços entre 4,4 m³/h e 29,7 m³/h), sobre 105 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 24 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (64% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santo Antônio da Platina se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 290 poços no raio, contra 49 poços dentro do município.

128 mprofundidade mediana
8,5 m³/hvazão mediana calculada
24 mnível estático mediano
10,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 105 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santo Antônio da Platina: 49/100

49 de 100

Confiança: amostra alta290 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 63peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 55peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 53peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 15peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 3peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santo Antônio da Platina costumam descer

  • até 50 m 1%1
  • 50 a 100 m 28%51
  • 100 a 150 m 39%72
  • acima de 150 m 33%60

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 19,9 m³/h 133 m 7421 com teste
Formação Botucatu 21,0 m³/h 145 m 316 com teste
Grupo Itararé sem teste 148 m 16
Subgrupo Rio do Rastro 4,0 m³/h 117 m 167 com teste
Formação Rio Bonito 29,7 m³/h 190 m 71 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m29 poços Formação Serra Geral 17 · Formação Botucatu 6 · Grupo Itararé 3
  • 100 a 150 m41 poços Formação Serra Geral 16 · Formação Botucatu 12 · Subgrupo Rio do Rastro 7
  • acima de 150 m40 poços Formação Serra Geral 25 · Grupo Itararé 5 · Formação Botucatu 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santo Antônio da Platina?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santo Antônio da Platina.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.