Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santo Antônio do Sudoeste - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santo Antônio do Sudoeste, Paraná.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 87poços cadastrados
  • 109,1 mprofundidade média
  • 107 mprofundidade mediana
  • 33,5 mnível estático médio

Como são os poços em Santo Antônio do Sudoeste - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 87 poços em Santo Antônio do Sudoeste - PR. A profundidade média é de 109,1 m e a mediana, 107 m, medida em 61 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 33,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 1.256 dos 8.391 domicílios do município — 15% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
87
Profundidade média
109,1 m
Profundidade mediana
107 m
Nível estático médio
33,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
30,8 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
23.673 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.256 (15%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 87 poços em Santo Antônio do Sudoeste, com profundidade média de 109,1 m (mediana de 107 m, variando de 18 m a 270 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santo Antônio do Sudoeste é 30,8 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Santo Antônio do Sudoeste

Poços cadastrados em Santo Antônio do Sudoeste - PR
Poços no cadastro nacional87 poços
Profundidade média109,1 m 61 poços com o dado
Profundidade mediana107 m
Faixa de profundidade18 m a 270 m
Nível estático médio33,5 m 57 poços com o dado
Nível dinâmico médio55,7 m 57 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 51 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 63% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumIrrigação 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 19 poços
Poços com teste de vazão87 de 87
Distribuição das profundidades em Santo Antônio do Sudoeste 18 m mínimo 107 m mediana 270 m máximo
Metade dos poços fica entre 79 m e 126 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santo Antônio do Sudoeste por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 11% 50-100 m 20 · 33% 100-150 m 24 · 39% 150-200 m 6 · 10% acima de 200 m 4 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santo Antônio do Sudoeste 4 1980 14 1990 19 2000 19 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santo Antônio do Sudoeste. Valores em poços. Irrigação 8 · 53% Abastecimento urbano 3 · 20% Abastecimento múltiplo 2 · 13% Abastecimento industrial 1 · 7% Outros (lazer,etc.) 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 17 poços
  • Poroso — 10 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 27 poços

O território e o subsolo de Santo Antônio do Sudoeste

Santo Antônio do Sudoeste tem 23.673 habitantes distribuídos em 325,7 km², o que dá 72,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Francisco Beltrão, na região intermediária de Cascavel.

No Censo 2022, 1.256 dos 8.391 domicílios de Santo Antônio do Sudoeste — 15% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.170 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 880 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santo Antônio do Sudoeste

Com base em 340 poços cadastrados num raio de 30 km de Santo Antônio do Sudoeste - PR, 80% deles foram concluídos entre 78 m e 204 m, com profundidade mediana de 136 m. A vazão mediana calculada é de 6,5 m³/h (metade dos poços entre 2,7 m³/h e 10,0 m³/h), sobre 157 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 36 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (50% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santo Antônio do Sudoeste se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 340 poços no raio, contra 87 poços dentro do município.

136 mprofundidade mediana
6,5 m³/hvazão mediana calculada
36 mnível estático mediano
12,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 157 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santo Antônio do Sudoeste: 50/100

50 de 100

Confiança: amostra alta340 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 43peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 60peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 12peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 74peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santo Antônio do Sudoeste costumam descer

  • até 50 m 4%10
  • 50 a 100 m 21%49
  • 100 a 150 m 43%99
  • acima de 150 m 32%73

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 7,3 m³/h 141 m 15676 com teste
Grupo Itararé sem teste 180 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Formação Serra Geral 7
  • 50 a 100 m32 poços Formação Serra Geral 32
  • 100 a 150 m61 poços Formação Serra Geral 61
  • acima de 150 m43 poços Formação Serra Geral 42 · Grupo Itararé 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santo Antônio do Sudoeste?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santo Antônio do Sudoeste.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.