Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ipiranga - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ipiranga, Paraná.

  • aquífero poroso
  • grupo itararé
  • 43poços cadastrados
  • 150 mprofundidade média
  • 140 mprofundidade mediana
  • 30,4 mnível estático médio

Como são os poços em Ipiranga - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 43 poços em Ipiranga - PR. A profundidade média é de 150 m e a mediana, 140 m, medida em 28 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 30,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Itararé. No Censo 2022, 1.837 dos 4.914 domicílios do município — 37,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
43
Profundidade média
150 m
Profundidade mediana
140 m
Nível estático médio
30,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Itararé
Ante a média do estado
10,1 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
14.142 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.837 (37,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 43 poços em Ipiranga, com profundidade média de 150 m (mediana de 140 m, variando de 75 m a 232 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Itararé, presente em 64% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ipiranga é 10,1 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Ipiranga

Poços cadastrados em Ipiranga - PR
Poços no cadastro nacional43 poços
Profundidade média150 m 28 poços com o dado
Profundidade mediana140 m
Faixa de profundidade75 m a 232 m
Nível estático médio30,4 m 27 poços com o dado
Nível dinâmico médio68,8 m 26 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 18 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 88% dos registros
Rocha predominanteGrupo Itararé 64% dos registros
Uso mais comumIrrigação 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 11 poços
Poços com teste de vazão43 de 43
Distribuição das profundidades em Ipiranga 75 m mínimo 140 m mediana 232 m máximo
Metade dos poços fica entre 113 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ipiranga por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 6 · 21% 100-150 m 11 · 39% 150-200 m 6 · 21% acima de 200 m 5 · 18%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ipiranga 2 1970 2 1980 11 1990 8 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ipiranga. Valores em poços. Irrigação 3 · 60% Abastecimento urbano 1 · 20% Abastecimento múltiplo 1 · 20%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 22 poços
  • Carstico — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Itararé — 16 poços
  • Formação Furnas — 6 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço
  • Subgrupo Rio do Rastro — 1 poço
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Ipiranga

Ipiranga tem 14.142 habitantes distribuídos em 900,7 km², o que dá 15,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ponta Grossa.

No Censo 2022, 1.837 dos 4.914 domicílios de Ipiranga — 37,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 866 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.543 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ipiranga

Com base em 162 poços cadastrados num raio de 30 km de Ipiranga - PR, 80% deles foram concluídos entre 88 m e 232 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 6,3 m³/h (metade dos poços entre 3,7 m³/h e 10,1 m³/h), sobre 63 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 30 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (89% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ipiranga se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 162 poços no raio, contra 43 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
6,3 m³/hvazão mediana calculada
30 mnível estático mediano
5,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 63 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ipiranga: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra alta162 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 41peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 39peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 41peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 81peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ipiranga costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 20%23
  • 100 a 150 m 36%41
  • acima de 150 m 43%49

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Itararé 7,5 m³/h 138 m 5116 com teste
Formação Rio Bonito 8,9 m³/h 152 m 207 com teste
Formação Furnas 5,0 m³/h 120 m 123 com teste
Formação Palermo 10,5 m³/h 145 m 74 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m21 poços Grupo Itararé 9 · Formação Rio Bonito 5 · Formação Palermo 3
  • 100 a 150 m29 poços Grupo Itararé 17 · Formação Furnas 3 · Formação Serra Geral 2
  • acima de 150 m27 poços Grupo Itararé 12 · Formação Rio Bonito 8 · Formação Palermo 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ipiranga?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ipiranga.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.