Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santana do Itararé - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santana do Itararé, Paraná.

  • aquífero poroso
  • grupo itararé
  • 12poços cadastrados
  • 170 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 13,1 mnível estático médio

Como são os poços em Santana do Itararé - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 12 poços em Santana do Itararé - PR. A profundidade média é de 170 m e a mediana, 150 m, medida em 10 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Itararé. No Censo 2022, 265 dos 2.099 domicílios do município — 12,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
12
Profundidade média
170 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
13,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Itararé
Ante a média do estado
30,1 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
5.514 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
265 (12,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 12 poços em Santana do Itararé, com profundidade média de 170 m (mediana de 150 m, variando de 91 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Itararé, presente em 78% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santana do Itararé é 30,1 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Santana do Itararé

Poços cadastrados em Santana do Itararé - PR
Poços no cadastro nacional12 poços
Profundidade média170 m 10 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade91 m a 300 m
Nível estático médio13,1 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio84,2 m 9 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 5 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Itararé 78% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 3 poços
Poços com teste de vazão12 de 12
Distribuição das profundidades em Santana do Itararé 91 m mínimo 150 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 113,5 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santana do Itararé por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 10% 100-150 m 5 · 50% 150-200 m 2 · 20% acima de 200 m 2 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santana do Itararé 1 1970 3 1990 2 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santana do Itararé. Valores em poços. Abastecimento urbano 3 · 60% Abastecimento industrial 2 · 40%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Itararé — 7 poços
  • Grupo Caiuá — 2 poços

O território e o subsolo de Santana do Itararé

Santana do Itararé tem 5.514 habitantes distribuídos em 251,3 km², o que dá 21,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santo Antônio da Platina, na região intermediária de Londrina.

No Censo 2022, 265 dos 2.099 domicílios de Santana do Itararé — 12,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 204 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 423 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santana do Itararé

Com base em 98 poços cadastrados num raio de 30 km de Santana do Itararé - PR, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 279 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 9,8 m³/h (metade dos poços entre 3,9 m³/h e 19,6 m³/h), sobre 37 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (86% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santana do Itararé se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 98 poços no raio, contra 12 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
9,8 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
3,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 37 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santana do Itararé: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta98 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 72peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 26peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 37peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 32peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santana do Itararé costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 18%13
  • 100 a 150 m 35%26
  • acima de 150 m 47%35

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Itararé 15,5 m³/h 150 m 3518 com teste
Formação Rio Bonito 39,6 m³/h 100 m 71 com teste
Grupo Tubarão 12,8 m³/h 182 m 53 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas sem teste 130 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m10 poços Grupo Itararé 6 · Formação Rio Bonito 3 · Grupo São Bento 1
  • 100 a 150 m21 poços Grupo Itararé 14 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Grupo Caiuá 2
  • acima de 150 m21 poços Grupo Itararé 15 · Grupo Tubarão 5 · Formação Palermo 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santana do Itararé?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santana do Itararé.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.