Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Salto do Lontra - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Salto do Lontra, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 71poços cadastrados
  • 166,2 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 42,5 mnível estático médio

Como são os poços em Salto do Lontra - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 71 poços em Salto do Lontra - PR. A profundidade média é de 166,2 m e a mediana, 150 m, medida em 39 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 42,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 1.349 dos 5.630 domicílios do município — 24% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
71
Profundidade média
166,2 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
42,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
26,3 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
15.223 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.349 (24%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 71 poços em Salto do Lontra, com profundidade média de 166,2 m (mediana de 150 m, variando de 54 m a 302 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Salto do Lontra é 26,3 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Salto do Lontra

Poços cadastrados em Salto do Lontra - PR
Poços no cadastro nacional71 poços
Profundidade média166,2 m 39 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade54 m a 302 m
Nível estático médio42,5 m 35 poços com o dado
Nível dinâmico médio77,4 m 34 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 28 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 67% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumIrrigação 15 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 17 poços
Poços com teste de vazão71 de 71
Distribuição das profundidades em Salto do Lontra 54 m mínimo 150 m mediana 302 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 204 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Salto do Lontra por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 6 · 15% 100-150 m 16 · 41% 150-200 m 5 · 13% acima de 200 m 12 · 31%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Salto do Lontra 7 1990 17 2000 10 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Salto do Lontra. Valores em poços. Irrigação 15 · 65% Abastecimento urbano 5 · 22% Abastecimento múltiplo 1 · 4% Abastecimento industrial 1 · 4% Pecuária 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 16 poços
  • Fissural — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 24 poços

O território e o subsolo de Salto do Lontra

Salto do Lontra tem 15.223 habitantes distribuídos em 312,7 km², o que dá 48,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Dois Vizinhos, na região intermediária de Cascavel.

No Censo 2022, 1.349 dos 5.630 domicílios de Salto do Lontra — 24% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.181 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.608 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Salto do Lontra

Com base em 613 poços cadastrados num raio de 30 km de Salto do Lontra - PR, 80% deles foram concluídos entre 91 m e 250 m, com profundidade mediana de 156 m. A vazão mediana calculada é de 5,4 m³/h (metade dos poços entre 3,6 m³/h e 8,1 m³/h), sobre 257 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 50 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (61% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Salto do Lontra se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 613 poços no raio, contra 71 poços dentro do município.

156 mprofundidade mediana
5,4 m³/hvazão mediana calculada
50 mnível estático mediano
21,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 257 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Salto do Lontra: 51/100

51 de 100

Confiança: amostra alta613 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 77peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 91peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Salto do Lontra costumam descer

  • até 50 m 1%5
  • 50 a 100 m 16%63
  • 100 a 150 m 32%130
  • acima de 150 m 51%207

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 8,0 m³/h 150 m 23173 com teste
Grupo Itararé sem teste 147 m 13

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Formação Serra Geral 3
  • 50 a 100 m44 poços Formação Serra Geral 42 · Grupo Itararé 2
  • 100 a 150 m57 poços Formação Serra Geral 55 · Grupo Itararé 2
  • acima de 150 m92 poços Formação Serra Geral 89 · Grupo Itararé 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Salto do Lontra?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Salto do Lontra.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.