Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ibema - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ibema, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 30poços cadastrados
  • 166,3 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 36,9 mnível estático médio

Como são os poços em Ibema - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 30 poços em Ibema - PR. A profundidade média é de 166,3 m e a mediana, 150 m, medida em 23 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 36,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 114 dos 2.350 domicílios do município — 4,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
30
Profundidade média
166,3 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
36,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
26,4 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
6.218 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
114 (4,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 30 poços em Ibema, com profundidade média de 166,3 m (mediana de 150 m, variando de 80 m a 354 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 95% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ibema é 26,4 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Ibema

Poços cadastrados em Ibema - PR
Poços no cadastro nacional30 poços
Profundidade média166,3 m 23 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade80 m a 354 m
Nível estático médio36,9 m 21 poços com o dado
Nível dinâmico médio79,1 m 21 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 11 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 55% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 95% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 9 poços
Poços com teste de vazão30 de 30
Distribuição das profundidades em Ibema 80 m mínimo 150 m mediana 354 m máximo
Metade dos poços fica entre 114 m e 154 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ibema por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 5 · 22% 100-150 m 10 · 43% 150-200 m 3 · 13% acima de 200 m 5 · 22%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ibema 3 1980 9 1990 9 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ibema. Valores em poços. Abastecimento urbano 5 · 63% Irrigação 2 · 25% Abastecimento industrial 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 12 poços
  • Fissural — 9 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 21 poços
  • Grupo Itararé — 1 poço

O território e o subsolo de Ibema

Ibema tem 6.218 habitantes distribuídos em 145,4 km², o que dá 42,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cascavel.

No Censo 2022, 114 dos 2.350 domicílios de Ibema — 4,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 100 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 277 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Ibema, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ibema

Com base em 218 poços cadastrados num raio de 30 km de Ibema - PR, 80% deles foram concluídos entre 73 m e 275 m, com profundidade mediana de 140 m. A vazão mediana calculada é de 5,9 m³/h (metade dos poços entre 3,6 m³/h e 14,0 m³/h), sobre 77 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 31 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (68% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ibema se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 218 poços no raio, contra 30 poços dentro do município.

140 mprofundidade mediana
5,9 m³/hvazão mediana calculada
31 mnível estático mediano
7,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 77 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ibema: 40/100

40 de 100

Confiança: amostra alta218 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 37peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 47peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 23peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ibema costumam descer

  • até 50 m 3%5
  • 50 a 100 m 27%38
  • 100 a 150 m 36%51
  • acima de 150 m 34%49

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Formação Serra Geral 5
  • 50 a 100 m31 poços Formação Serra Geral 31
  • 100 a 150 m34 poços Formação Serra Geral 34
  • acima de 150 m27 poços Formação Serra Geral 27

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ibema?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ibema.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.