Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Amélia - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Amélia, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 18poços cadastrados
  • 221,9 mprofundidade média
  • 151 mprofundidade mediana
  • 25,7 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Amélia - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 18 poços em Santa Amélia - PR. A profundidade média é de 221,9 m e a mediana, 151 m, medida em 16 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 25,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 164 dos 1.290 domicílios do município — 12,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
18
Profundidade média
221,9 m
Profundidade mediana
151 m
Nível estático médio
25,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
82 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
3.394 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
164 (12,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 18 poços em Santa Amélia, com profundidade média de 221,9 m (mediana de 151 m, variando de 39 m a 485 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 89% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Amélia é 82 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Santa Amélia

Poços cadastrados em Santa Amélia - PR
Poços no cadastro nacional18 poços
Profundidade média221,9 m 16 poços com o dado
Profundidade mediana151 m
Faixa de profundidade39 m a 485 m
Nível estático médio25,7 m 14 poços com o dado
Nível dinâmico médio99,4 m 14 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 11 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 44% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 89% dos registros
Uso mais comumIrrigação 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 8 poços
Poços com teste de vazão18 de 18
Distribuição das profundidades em Santa Amélia 39 m mínimo 151 m mediana 485 m máximo
Metade dos poços fica entre 150 m e 300 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Amélia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 13% 100-150 m 5 · 31% 150-200 m 4 · 25% acima de 200 m 5 · 31%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Amélia 4 1980 1 1990 8 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Amélia. Valores em poços. Irrigação 5 · 45% Abastecimento urbano 4 · 36% Abastecimento industrial 2 · 18%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 4 poços
  • Fissural — 4 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 8 poços
  • Formação Botucatu — 1 poço

O território e o subsolo de Santa Amélia

Santa Amélia tem 3.394 habitantes distribuídos em 78,0 km², o que dá 43,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cornélio Procópio – Bandeirantes, na região intermediária de Londrina.

No Censo 2022, 164 dos 1.290 domicílios de Santa Amélia — 12,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 156 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 105 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Amélia

Com base em 286 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Amélia - PR, 80% deles foram concluídos entre 71 m e 313 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 7,4 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 15,0 m³/h), sobre 113 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (64% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Amélia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 286 poços no raio, contra 18 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
7,4 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
10,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 113 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Amélia: 51/100

51 de 100

Confiança: amostra alta286 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 51peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 55peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 53peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Amélia costumam descer

  • até 50 m 2%4
  • 50 a 100 m 35%65
  • 100 a 150 m 34%63
  • acima de 150 m 30%56

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 7,4 m³/h 100 m 10129 com teste
Formação Botucatu 60,0 m³/h 150 m 205 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 4,0 m³/h 135 m 43 com teste
Grupo Itararé sem teste 115 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Formação Serra Geral 3
  • 50 a 100 m46 poços Formação Serra Geral 41 · Formação Botucatu 3 · Formação Teresina 1
  • 100 a 150 m28 poços Formação Serra Geral 18 · Formação Botucatu 5 · Subgrupo Rio do Rastro 4
  • acima de 150 m29 poços Formação Serra Geral 22 · Formação Botucatu 7

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Amélia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Amélia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.