Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jaguapitã - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jaguapitã, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 85poços cadastrados
  • 165 mprofundidade média
  • 152 mprofundidade mediana
  • 45,5 mnível estático médio

Como são os poços em Jaguapitã - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 85 poços em Jaguapitã - PR. A profundidade média é de 165 m e a mediana, 152 m, medida em 63 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 45,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 278 dos 5.506 domicílios do município — 5,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
85
Profundidade média
165 m
Profundidade mediana
152 m
Nível estático médio
45,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
25,1 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
15.122 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
278 (5,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 85 poços em Jaguapitã, com profundidade média de 165 m (mediana de 152 m, variando de 45 m a 301 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 87% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jaguapitã é 25,1 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Jaguapitã

Poços cadastrados em Jaguapitã - PR
Poços no cadastro nacional85 poços
Profundidade média165 m 63 poços com o dado
Profundidade mediana152 m
Faixa de profundidade45 m a 301 m
Nível estático médio45,5 m 60 poços com o dado
Nível dinâmico médio81,3 m 61 poços com o dado
Vazão específica média1 m³/h por metro 51 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 87% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 87% dos registros
Uso mais comumIrrigação 23 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 25 poços
Poços com teste de vazão85 de 85
Distribuição das profundidades em Jaguapitã 45 m mínimo 152 m mediana 301 m máximo
Metade dos poços fica entre 150 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jaguapitã por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 2% 50-100 m 4 · 6% 100-150 m 26 · 41% 150-200 m 22 · 35% acima de 200 m 10 · 16%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jaguapitã 1 1970 3 1980 3 1990 25 2000 17 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jaguapitã. Valores em poços. Irrigação 23 · 55% Abastecimento urbano 9 · 21% Abastecimento múltiplo 5 · 12% Abastecimento industrial 4 · 10% Abastecimento doméstico 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 20 poços
  • Fissural — 2 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 20 poços
  • Grupo Caiuá — 2 poços
  • Grupo Itararé — 1 poço

O território e o subsolo de Jaguapitã

Jaguapitã tem 15.122 habitantes distribuídos em 475,0 km², o que dá 31,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Londrina.

No Censo 2022, 278 dos 5.506 domicílios de Jaguapitã — 5,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 254 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 347 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Jaguapitã, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jaguapitã

Com base em 600 poços cadastrados num raio de 30 km de Jaguapitã - PR, 80% deles foram concluídos entre 72 m e 201 m, com profundidade mediana de 124 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 5,5 m³/h e 13,1 m³/h), sobre 317 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 30 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (71% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jaguapitã se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 600 poços no raio, contra 85 poços dentro do município.

124 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
30 mnível estático mediano
21,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 317 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jaguapitã: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra alta600 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 77peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 17peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 86peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jaguapitã costumam descer

  • até 50 m 3%14
  • 50 a 100 m 30%132
  • 100 a 150 m 40%172
  • acima de 150 m 27%115

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 13,8 m³/h 144 m 16748 com teste
Grupo Caiuá 12,3 m³/h 138 m 297 com teste
Grupo Itararé sem teste 200 m 12

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Formação Serra Geral 2 · Grupo Caiuá 1
  • 50 a 100 m33 poços Formação Serra Geral 25 · Grupo Caiuá 8
  • 100 a 150 m74 poços Formação Serra Geral 66 · Grupo Caiuá 8
  • acima de 150 m52 poços Formação Serra Geral 45 · Grupo Caiuá 6 · Grupo Itararé 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jaguapitã?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jaguapitã.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.