Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rio Branco do Sul - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rio Branco do Sul, Paraná.

  • aquífero carstico
  • formação capiru
  • 45poços cadastrados
  • 114,9 mprofundidade média
  • 108 mprofundidade mediana
  • 13,1 mnível estático médio

Como são os poços em Rio Branco do Sul - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 45 poços em Rio Branco do Sul - PR. A profundidade média é de 114,9 m e a mediana, 108 m, medida em 30 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,1 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Capiru. No Censo 2022, 460 dos 13.318 domicílios do município — 3,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
45
Profundidade média
114,9 m
Profundidade mediana
108 m
Nível estático médio
13,1 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Capiru
Ante a média do estado
25 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
37.558 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
460 (3,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 45 poços em Rio Branco do Sul, com profundidade média de 114,9 m (mediana de 108 m, variando de 36 m a 302 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Capiru, presente em 71% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rio Branco do Sul é 25 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Rio Branco do Sul

Poços cadastrados em Rio Branco do Sul - PR
Poços no cadastro nacional45 poços
Profundidade média114,9 m 30 poços com o dado
Profundidade mediana108 m
Faixa de profundidade36 m a 302 m
Nível estático médio13,1 m 33 poços com o dado
Nível dinâmico médio53,9 m 33 poços com o dado
Vazão específica média5,7 m³/h por metro 22 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 71% dos registros
Rocha predominanteFormação Capiru 71% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 10 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 9 poços
Poços com teste de vazão45 de 45
Distribuição das profundidades em Rio Branco do Sul 36 m mínimo 108 m mediana 302 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rio Branco do Sul por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 17% 50-100 m 10 · 33% 100-150 m 11 · 37% 150-200 m 3 · 10% acima de 200 m 1 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rio Branco do Sul 3 1980 8 1990 7 2000 9 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rio Branco do Sul. Valores em poços. Abastecimento industrial 10 · 63% Abastecimento urbano 6 · 38%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 15 poços
  • Fissural — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Capiru — 15 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 4 poços
  • Grupo Itararé — 2 poços

O território e o subsolo de Rio Branco do Sul

Rio Branco do Sul tem 37.558 habitantes distribuídos em 811,4 km², o que dá 46,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curitiba.

No Censo 2022, 460 dos 13.318 domicílios de Rio Branco do Sul — 3,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 444 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.110 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Rio Branco do Sul, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rio Branco do Sul

Com base em 1.122 poços cadastrados num raio de 30 km de Rio Branco do Sul - PR, 80% deles foram concluídos entre 38 m e 250 m, com profundidade mediana de 105 m. A vazão mediana calculada é de 7,8 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 27,9 m³/h), sobre 345 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (61% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rio Branco do Sul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.122 poços no raio, contra 45 poços dentro do município.

105 mprofundidade mediana
7,8 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
39,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 345 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rio Branco do Sul: 51/100

51 de 100

Confiança: amostra alta1.122 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 93peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 35peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 36peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 3peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rio Branco do Sul costumam descer

  • até 50 m 17%132
  • 50 a 100 m 29%218
  • 100 a 150 m 27%208
  • acima de 150 m 27%203

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 3,4 m³/h 120 m 40414 com teste
Formação Capiru 34,0 m³/h 48 m 20374 com teste
Grupo Itararé 4,0 m³/h 102 m 661 com teste
Formação Guabirotuba 11,0 m³/h 58 m 239 com teste
Formação Serra Geral 213,6 m³/h 150 m 219 com teste
Corpo Cristalino 4,0 m³/h 105 m 118 com teste
Complexo Atuba 12,0 m³/h 100 m 119 com teste
Grupo Acungui 8,0 m³/h 38 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m116 poços Formação Capiru 94 · Pré-Cambriano Indiviso 8 · Formação Guabirotuba 4
  • 50 a 100 m170 poços Pré-Cambriano Indiviso 93 · Formação Capiru 50 · Formação Guabirotuba 12
  • 100 a 150 m134 poços Pré-Cambriano Indiviso 92 · Formação Capiru 21 · Formação Serra Geral 6
  • acima de 150 m100 poços Pré-Cambriano Indiviso 78 · Formação Capiru 8 · Formação Serra Geral 8

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rio Branco do Sul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rio Branco do Sul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.