Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Quatro Barras - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Quatro Barras, Paraná.

  • aquífero carstico
  • pré-cambriano indiviso
  • 42poços cadastrados
  • 115,3 mprofundidade média
  • 102 mprofundidade mediana
  • 12,3 mnível estático médio

Como são os poços em Quatro Barras - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 42 poços em Quatro Barras - PR. A profundidade média é de 115,3 m e a mediana, 102 m, medida em 26 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,3 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 332 dos 8.463 domicílios do município — 3,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
42
Profundidade média
115,3 m
Profundidade mediana
102 m
Nível estático médio
12,3 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
24,6 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
24.191 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
332 (3,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 42 poços em Quatro Barras, com profundidade média de 115,3 m (mediana de 102 m, variando de 34 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 72% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Quatro Barras é 24,6 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Quatro Barras

Poços cadastrados em Quatro Barras - PR
Poços no cadastro nacional42 poços
Profundidade média115,3 m 26 poços com o dado
Profundidade mediana102 m
Faixa de profundidade34 m a 250 m
Nível estático médio12,3 m 20 poços com o dado
Nível dinâmico médio50,4 m 22 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 84% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 72% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 12 poços
Poços com teste de vazão42 de 42
Distribuição das profundidades em Quatro Barras 34 m mínimo 102 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 74 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Quatro Barras por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 15% 50-100 m 9 · 35% 100-150 m 7 · 27% 150-200 m 4 · 15% acima de 200 m 2 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Quatro Barras 1 1970 1 1980 7 1990 12 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Quatro Barras. Valores em poços. Abastecimento industrial 8 · 67% Abastecimento urbano 3 · 25% Abastecimento múltiplo 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 21 poços
  • Fissural — 3 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 18 poços
  • Grupo Itararé — 3 poços
  • Complexo Atuba — 3 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Quatro Barras

Quatro Barras tem 24.191 habitantes distribuídos em 180,5 km², o que dá 134,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curitiba.

No Censo 2022, 332 dos 8.463 domicílios de Quatro Barras — 3,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 194 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 432 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Quatro Barras, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Quatro Barras

Com base em 1.433 poços cadastrados num raio de 30 km de Quatro Barras - PR, 80% deles foram concluídos entre 48 m e 250 m, com profundidade mediana de 114 m. A vazão mediana calculada é de 7,1 m³/h (metade dos poços entre 3,8 m³/h e 20,0 m³/h), sobre 385 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (65% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Quatro Barras se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.433 poços no raio, contra 42 poços dentro do município.

114 mprofundidade mediana
7,1 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
50,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 385 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Quatro Barras: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta1.433 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 48peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 97peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 24peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 29peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 8peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Quatro Barras costumam descer

  • até 50 m 12%115
  • 50 a 100 m 30%277
  • 100 a 150 m 29%273
  • acima de 150 m 29%273

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 4,8 m³/h 120 m 59118 com teste
Formação Capiru 45,1 m³/h 49 m 14452 com teste
Grupo Itararé 3,0 m³/h 115 m 902 com teste
Formação Guabirotuba 10,9 m³/h 57 m 3712 com teste
Formação Serra Geral 96,1 m³/h 120 m 3114 com teste
Complexo Atuba 12,1 m³/h 99 m 1715 com teste
Corpo Cristalino 3,8 m³/h 121 m 116 com teste
Quaternário sem teste 80 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m101 poços Formação Capiru 68 · Pré-Cambriano Indiviso 18 · Complexo Atuba 5
  • 50 a 100 m206 poços Pré-Cambriano Indiviso 126 · Formação Capiru 39 · Formação Guabirotuba 18
  • 100 a 150 m185 poços Pré-Cambriano Indiviso 146 · Formação Capiru 15 · Formação Serra Geral 6
  • acima de 150 m142 poços Pré-Cambriano Indiviso 115 · Formação Serra Geral 12 · Formação Capiru 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Quatro Barras?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Quatro Barras.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.