Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Campo Largo - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Campo Largo, Paraná.

  • aquífero carstico
  • pré-cambriano indiviso
  • 124poços cadastrados
  • 114,5 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 10,9 mnível estático médio

Como são os poços em Campo Largo - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 124 poços em Campo Largo - PR. A profundidade média é de 114,5 m e a mediana, 100 m, medida em 87 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10,9 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 3.291 dos 49.352 domicílios do município — 6,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
124
Profundidade média
114,5 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
10,9 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
25,4 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
136.327 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.291 (6,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 124 poços em Campo Largo, com profundidade média de 114,5 m (mediana de 100 m, variando de 18 m a 360 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 58% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Campo Largo é 25,4 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Campo Largo

Poços cadastrados em Campo Largo - PR
Poços no cadastro nacional124 poços
Profundidade média114,5 m 87 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade18 m a 360 m
Nível estático médio10,9 m 69 poços com o dado
Nível dinâmico médio51,7 m 75 poços com o dado
Vazão específica média7,2 m³/h por metro 50 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 69% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 58% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 41 poços
Poços com teste de vazão124 de 124
Distribuição das profundidades em Campo Largo 18 m mínimo 100 m mediana 360 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Campo Largo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 16 · 18% 50-100 m 34 · 39% 100-150 m 16 · 18% 150-200 m 12 · 14% acima de 200 m 9 · 10%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Campo Largo 8 1980 18 1990 41 2000 9 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Campo Largo. Valores em poços. Abastecimento industrial 13 · 34% Abastecimento urbano 10 · 26% Outros (lazer,etc.) 10 · 26% Abastecimento múltiplo 3 · 8% Irrigação 1 · 3% Abastecimento doméstico 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 54 poços
  • Fissural — 23 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 44 poços
  • Formação Capiru — 17 poços
  • Complexo Atuba — 8 poços
  • Formação Serra Geral — 3 poços
  • Grupo Itararé — 2 poços
  • Corpo Cristalino — 2 poços

O território e o subsolo de Campo Largo

Campo Largo tem 136.327 habitantes distribuídos em 1.243,6 km², o que dá 109,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curitiba.

No Censo 2022, 3.291 dos 49.352 domicílios de Campo Largo — 6,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.936 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 5.038 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Campo Largo, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Campo Largo

Com base em 1.514 poços cadastrados num raio de 30 km de Campo Largo - PR, 80% deles foram concluídos entre 49 m e 271 m, com profundidade mediana de 121 m. A vazão mediana calculada é de 5,9 m³/h (metade dos poços entre 3,1 m³/h e 14,4 m³/h), sobre 461 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (57% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Campo Largo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.514 poços no raio, contra 124 poços dentro do município.

121 mprofundidade mediana
5,9 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
53,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 461 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Campo Largo: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta1.514 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 37peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 97peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 23peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 18peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 17peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Campo Largo costumam descer

  • até 50 m 11%107
  • 50 a 100 m 27%270
  • 100 a 150 m 26%262
  • acima de 150 m 36%356

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 4,0 m³/h 130 m 59222 com teste
Formação Capiru 42,0 m³/h 45 m 11850 com teste
Grupo Itararé 4,0 m³/h 126 m 791 com teste
Corpo Cristalino 4,6 m³/h 142 m 3931 com teste
Formação Serra Geral 213,6 m³/h 150 m 3315 com teste
Complexo Atuba 9,5 m³/h 81 m 2824 com teste
Formação Guabirotuba 5,5 m³/h 73 m 244 com teste
Formação Furnas 4,5 m³/h 102 m 174 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m88 poços Formação Capiru 57 · Pré-Cambriano Indiviso 14 · Corpo Cristalino 7
  • 50 a 100 m201 poços Pré-Cambriano Indiviso 122 · Formação Capiru 28 · Complexo Atuba 19
  • 100 a 150 m161 poços Pré-Cambriano Indiviso 125 · Formação Capiru 11 · Formação Serra Geral 8
  • acima de 150 m191 poços Pré-Cambriano Indiviso 144 · Corpo Cristalino 17 · Formação Serra Geral 15

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Campo Largo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Campo Largo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.