Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Mandirituba - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mandirituba, Paraná.

  • aquífero carstico
  • pré-cambriano indiviso
  • 47poços cadastrados
  • 114,5 mprofundidade média
  • 102 mprofundidade mediana
  • 5,3 mnível estático médio

Como são os poços em Mandirituba - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 47 poços em Mandirituba - PR. A profundidade média é de 114,5 m e a mediana, 102 m, medida em 32 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,3 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 2.953 dos 9.735 domicílios do município — 30,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
47
Profundidade média
114,5 m
Profundidade mediana
102 m
Nível estático médio
5,3 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
25,4 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
27.439 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.953 (30,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 47 poços em Mandirituba, com profundidade média de 114,5 m (mediana de 102 m, variando de 24 m a 279 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 60% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Mandirituba é 25,4 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Mandirituba

Poços cadastrados em Mandirituba - PR
Poços no cadastro nacional47 poços
Profundidade média114,5 m 32 poços com o dado
Profundidade mediana102 m
Faixa de profundidade24 m a 279 m
Nível estático médio5,3 m 30 poços com o dado
Nível dinâmico médio39 m 30 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 16 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 60% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 60% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 12 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 18 poços
Poços com teste de vazão47 de 47
Distribuição das profundidades em Mandirituba 24 m mínimo 102 m mediana 279 m máximo
Metade dos poços fica entre 81 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Mandirituba por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 25% 50-100 m 7 · 22% 100-150 m 13 · 41% 150-200 m 2 · 6% acima de 200 m 2 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Mandirituba 1 1970 3 1980 18 1990 7 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Mandirituba. Valores em poços. Abastecimento urbano 12 · 75% Abastecimento industrial 2 · 13% Abastecimento múltiplo 2 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 21 poços
  • Fissural — 10 poços
  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 21 poços
  • Complexo Pien — 5 poços
  • Formação Serra Geral — 4 poços
  • Complexo Atuba — 4 poços
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Mandirituba

Mandirituba tem 27.439 habitantes distribuídos em 379,2 km², o que dá 72,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curitiba.

No Censo 2022, 2.953 dos 9.735 domicílios de Mandirituba — 30,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.004 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.440 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Mandirituba

Com base em 459 poços cadastrados num raio de 30 km de Mandirituba - PR, 80% deles foram concluídos entre 48 m e 235 m, com profundidade mediana de 118 m. A vazão mediana calculada é de 6,3 m³/h (metade dos poços entre 3,7 m³/h e 12,6 m³/h), sobre 151 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (59% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mandirituba se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 459 poços no raio, contra 47 poços dentro do município.

118 mprofundidade mediana
6,3 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
16,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 151 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Mandirituba: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra alta459 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 41peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 69peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 15peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 26peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 47peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Mandirituba costumam descer

  • até 50 m 11%34
  • 50 a 100 m 33%100
  • 100 a 150 m 28%86
  • acima de 150 m 28%84

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 5,5 m³/h 101 m 1528 com teste
Corpo Cristalino 5,6 m³/h 113 m 2825 com teste
Complexo Atuba 14,7 m³/h 78 m 2219 com teste
Grupo Itararé 20,1 m³/h 100 m 201 com teste
Complexo Pien 3,7 m³/h 97 m 1614 com teste
Formação Serra Geral 186,9 m³/h 101 m 126 com teste
Complexo Santa Catarina 6,0 m³/h 100 m 86 com teste
Quaternário sem teste 180 m 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m33 poços Pré-Cambriano Indiviso 14 · Corpo Cristalino 8 · Complexo Atuba 7
  • 50 a 100 m76 poços Pré-Cambriano Indiviso 39 · Complexo Pien 8 · Complexo Atuba 8
  • 100 a 150 m46 poços Pré-Cambriano Indiviso 26 · Complexo Pien 6 · Corpo Cristalino 5
  • acima de 150 m50 poços Pré-Cambriano Indiviso 27 · Corpo Cristalino 10 · Complexo Atuba 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Mandirituba?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Mandirituba.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.