Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Palotina - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Palotina, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 258poços cadastrados
  • 138,6 mprofundidade média
  • 136 mprofundidade mediana
  • 37 mnível estático médio

Como são os poços em Palotina - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 258 poços em Palotina - PR. A profundidade média é de 138,6 m e a mediana, 136 m, medida em 207 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 37 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 1.051 dos 12.658 domicílios do município — 8,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
258
Profundidade média
138,6 m
Profundidade mediana
136 m
Nível estático médio
37 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
35.011 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.051 (8,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 258 poços em Palotina, com profundidade média de 138,6 m (mediana de 136 m, variando de 25 m a 270 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 92% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Palotina é praticamente igual à média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Palotina

Poços cadastrados em Palotina - PR
Poços no cadastro nacional258 poços
Profundidade média138,6 m 207 poços com o dado
Profundidade mediana136 m
Faixa de profundidade25 m a 270 m
Nível estático médio37 m 188 poços com o dado
Nível dinâmico médio73,9 m 189 poços com o dado
Vazão específica média1,2 m³/h por metro 136 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 68% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 92% dos registros
Uso mais comumIrrigação 32 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 84 poços
Poços com teste de vazão258 de 258
Distribuição das profundidades em Palotina 25 m mínimo 136 m mediana 270 m máximo
Metade dos poços fica entre 118 m e 156 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Palotina por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 1% 50-100 m 36 · 17% 100-150 m 111 · 54% 150-200 m 46 · 22% acima de 200 m 12 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Palotina 7 1970 11 1980 34 1990 84 2000 50 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Palotina. Valores em poços. Irrigação 32 · 42% Abastecimento urbano 11 · 14% Abastecimento industrial 10 · 13% Abastecimento múltiplo 9 · 12% Outros (lazer,etc.) 9 · 12% Abastecimento doméstico 6 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 78 poços
  • Fissural — 29 poços
  • Carstico — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 106 poços
  • Grupo Itararé — 7 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço
  • Grupo Caiuá — 1 poço

O território e o subsolo de Palotina

Palotina tem 35.011 habitantes distribuídos em 651,2 km², o que dá 53,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Toledo, na região intermediária de Cascavel.

No Censo 2022, 1.051 dos 12.658 domicílios de Palotina — 8,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 977 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 984 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Palotina

Com base em 799 poços cadastrados num raio de 30 km de Palotina - PR, 80% deles foram concluídos entre 84 m e 186 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 9,8 m³/h (metade dos poços entre 6,2 m³/h e 16,2 m³/h), sobre 405 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 36 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (74% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Palotina se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 799 poços no raio, contra 258 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
9,8 m³/hvazão mediana calculada
36 mnível estático mediano
28,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 405 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Palotina: 69/100

69 de 100

Confiança: amostra alta799 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 72peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 85peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 81peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Palotina costumam descer

  • até 50 m 1%8
  • 50 a 100 m 29%166
  • 100 a 150 m 51%293
  • acima de 150 m 19%113

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 20,7 m³/h 126 m 23260 com teste
Grupo Caiuá 8,6 m³/h 105 m 2210 com teste
Grupo Itararé sem teste 150 m 15

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Formação Serra Geral 7
  • 50 a 100 m57 poços Formação Serra Geral 47 · Grupo Caiuá 8 · Grupo Itararé 1
  • 100 a 150 m112 poços Formação Serra Geral 94 · Grupo Caiuá 12 · Grupo Itararé 6
  • acima de 150 m30 poços Formação Serra Geral 26 · Grupo Itararé 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Palotina?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Palotina.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.