Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Palmeira - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Palmeira, Paraná.

  • aquífero poroso
  • grupo itararé
  • 113poços cadastrados
  • 209,4 mprofundidade média
  • 153 mprofundidade mediana
  • 32,5 mnível estático médio

Como são os poços em Palmeira - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 113 poços em Palmeira - PR. A profundidade média é de 209,4 m e a mediana, 153 m, medida em 63 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 32,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Itararé. No Censo 2022, 2.036 dos 12.163 domicílios do município — 16,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
113
Profundidade média
209,4 m
Profundidade mediana
153 m
Nível estático médio
32,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Itararé
Ante a média do estado
69,5 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
33.855 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.036 (16,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 113 poços em Palmeira, com profundidade média de 209,4 m (mediana de 153 m, variando de 29 m a 1.140 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Itararé, presente em 44% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Palmeira é 69,5 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Palmeira

Poços cadastrados em Palmeira - PR
Poços no cadastro nacional113 poços
Profundidade média209,4 m 63 poços com o dado
Profundidade mediana153 m
Faixa de profundidade29 m a 1.140 m
Nível estático médio32,5 m 67 poços com o dado
Nível dinâmico médio85,2 m 66 poços com o dado
Vazão específica média1,6 m³/h por metro 43 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 88% dos registros
Rocha predominanteGrupo Itararé 44% dos registros
Uso mais comumIrrigação 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 24 poços
Poços com teste de vazão113 de 113
Distribuição das profundidades em Palmeira 29 m mínimo 153 m mediana 1.140 m máximo
Metade dos poços fica entre 130 m e 240 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Palmeira por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 2% 50-100 m 7 · 11% 100-150 m 23 · 37% 150-200 m 8 · 13% acima de 200 m 24 · 38%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Palmeira 4 1980 19 1990 24 2000 12 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Palmeira. Valores em poços. Irrigação 11 · 31% Abastecimento múltiplo 8 · 23% Abastecimento urbano 7 · 20% Abastecimento industrial 6 · 17% Pecuária 2 · 6% Abastecimento doméstico 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 44 poços
  • Carstico — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Itararé — 22 poços
  • Formação Furnas — 21 poços
  • Formação Serra Geral — 4 poços
  • Grupo Caiuá — 2 poços
  • Formação Rio Bonito — 1 poço

O território e o subsolo de Palmeira

Palmeira tem 33.855 habitantes distribuídos em 1.470,1 km², o que dá 23,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ponta Grossa.

No Censo 2022, 2.036 dos 12.163 domicílios de Palmeira — 16,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.320 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.261 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Palmeira

Com base em 212 poços cadastrados num raio de 30 km de Palmeira - PR, 80% deles foram concluídos entre 93 m e 315 m, com profundidade mediana de 153 m. A vazão mediana calculada é de 6,5 m³/h (metade dos poços entre 3,1 m³/h e 15,0 m³/h), sobre 90 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (81% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Palmeira se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 212 poços no raio, contra 113 poços dentro do município.

153 mprofundidade mediana
6,5 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
7,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 90 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Palmeira: 40/100

40 de 100

Confiança: amostra alta212 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 43peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 46peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 57peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 20peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Palmeira costumam descer

  • até 50 m 2%2
  • 50 a 100 m 14%18
  • 100 a 150 m 33%42
  • acima de 150 m 51%64

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Furnas 4,6 m³/h 112 m 458 com teste
Grupo Itararé 5,8 m³/h 150 m 3311 com teste
Formação Serra Geral sem teste — 4
Corpo Cristalino 1,7 m³/h 150 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m13 poços Formação Furnas 8 · Grupo Itararé 5
  • 100 a 150 m21 poços Formação Furnas 14 · Grupo Itararé 6 · Corpo Cristalino 1
  • acima de 150 m16 poços Grupo Itararé 7 · Formação Furnas 5 · Subgrupo Rio do Rastro 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Palmeira?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Palmeira.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.