Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Palmital - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Palmital, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 39poços cadastrados
  • 159,5 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 51,7 mnível estático médio

Como são os poços em Palmital - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 39 poços em Palmital - PR. A profundidade média é de 159,5 m e a mediana, 150 m, medida em 22 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 51,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 363 dos 4.748 domicílios do município — 7,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
39
Profundidade média
159,5 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
51,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
19,6 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
13.033 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
363 (7,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 39 poços em Palmital, com profundidade média de 159,5 m (mediana de 150 m, variando de 70 m a 326 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Palmital é 19,6 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Palmital

Poços cadastrados em Palmital - PR
Poços no cadastro nacional39 poços
Profundidade média159,5 m 22 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade70 m a 326 m
Nível estático médio51,7 m 22 poços com o dado
Nível dinâmico médio90,4 m 22 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 17 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 61% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 10 poços
Poços com teste de vazão39 de 39
Distribuição das profundidades em Palmital 70 m mínimo 150 m mediana 326 m máximo
Metade dos poços fica entre 103 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Palmital por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 5 · 23% 100-150 m 7 · 32% 150-200 m 6 · 27% acima de 200 m 4 · 18%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Palmital 2 1970 2 1980 10 1990 7 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Palmital. Valores em poços. Abastecimento urbano 6 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 11 poços
  • Fissural — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 18 poços

O território e o subsolo de Palmital

Palmital tem 13.033 habitantes distribuídos em 817,6 km², o que dá 15,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pitanga, na região intermediária de Guarapuava.

No Censo 2022, 363 dos 4.748 domicílios de Palmital — 7,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 300 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.684 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Palmital

Com base em 129 poços cadastrados num raio de 30 km de Palmital - PR, 80% deles foram concluídos entre 84 m e 250 m, com profundidade mediana de 140 m. A vazão mediana calculada é de 6,3 m³/h (metade dos poços entre 2,9 m³/h e 10,0 m³/h), sobre 44 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 35 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (64% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Palmital se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 129 poços no raio, contra 39 poços dentro do município.

140 mprofundidade mediana
6,3 m³/hvazão mediana calculada
35 mnível estático mediano
4,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 44 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Palmital: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra alta129 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 41peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 33peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 73peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Palmital costumam descer

  • até 50 m 1%1
  • 50 a 100 m 27%19
  • 100 a 150 m 32%23
  • acima de 150 m 39%28

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m14 poços Formação Serra Geral 14
  • 100 a 150 m13 poços Formação Serra Geral 13
  • acima de 150 m16 poços Formação Serra Geral 16

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Palmital?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Palmital.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.