Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Toledo - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Toledo, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 979poços cadastrados
  • 138,3 mprofundidade média
  • 125 mprofundidade mediana
  • 45,2 mnível estático médio

Como são os poços em Toledo - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 979 poços em Toledo - PR. A profundidade média é de 138,3 m e a mediana, 125 m, medida em 703 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 45,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 3.180 dos 56.389 domicílios do município — 5,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
979
Profundidade média
138,3 m
Profundidade mediana
125 m
Nível estático médio
45,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
150.470 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.180 (5,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 979 poços em Toledo, com profundidade média de 138,3 m (mediana de 125 m, variando de 14 m a 500 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 95% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Toledo é praticamente igual à média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Toledo

Poços cadastrados em Toledo - PR
Poços no cadastro nacional979 poços
Profundidade média138,3 m 703 poços com o dado
Profundidade mediana125 m
Faixa de profundidade14 m a 500 m
Nível estático médio45,2 m 671 poços com o dado
Nível dinâmico médio75,2 m 652 poços com o dado
Vazão específica média7,8 m³/h por metro 548 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 71% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 95% dos registros
Uso mais comumIrrigação 293 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 290 poços
Poços com teste de vazão979 de 979
Distribuição das profundidades em Toledo 14 m mínimo 125 m mediana 500 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 156 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Toledo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 9 · 1% 50-100 m 183 · 26% 100-150 m 308 · 44% 150-200 m 115 · 16% acima de 200 m 88 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Toledo 13 1970 66 1980 70 1990 290 2000 159 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Toledo. Valores em poços. Irrigação 293 · 62% Abastecimento industrial 66 · 14% Outros (lazer,etc.) 40 · 8% Pecuária 28 · 6% Abastecimento múltiplo 26 · 5% Abastecimento urbano 23 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 194 poços
  • Fissural — 67 poços
  • Carstico — 11 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 260 poços
  • Grupo Itararé — 7 poços
  • Quaternário — 3 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço
  • Grupo Vazante — 1 poço
  • Grupo Caiuá — 1 poço

O território e o subsolo de Toledo

Toledo tem 150.470 habitantes distribuídos em 1.198,0 km², o que dá 125,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Toledo, na região intermediária de Cascavel.

No Censo 2022, 3.180 dos 56.389 domicílios de Toledo — 5,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.810 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.748 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Toledo, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Toledo

Com base em 1.455 poços cadastrados num raio de 30 km de Toledo - PR, 80% deles foram concluídos entre 85 m e 202 m, com profundidade mediana de 123 m. A vazão mediana calculada é de 7,9 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 11,3 m³/h), sobre 783 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 39 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (74% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Toledo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.455 poços no raio, contra 979 poços dentro do município.

123 mprofundidade mediana
7,9 m³/hvazão mediana calculada
39 mnível estático mediano
51,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 783 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Toledo: 64/100

64 de 100

Confiança: amostra alta1.455 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 55peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 97peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 18peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 93peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Toledo costumam descer

  • até 50 m 1%13
  • 50 a 100 m 29%294
  • 100 a 150 m 43%446
  • acima de 150 m 27%276

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 20,0 m³/h 123 m 407108 com teste
Grupo Itararé sem teste 119 m 11
Quaternário sem teste — 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Formação Serra Geral 7 · Grupo Itararé 2
  • 50 a 100 m88 poços Formação Serra Geral 86 · Grupo Itararé 1 · Grupo Caiuá 1
  • 100 a 150 m109 poços Formação Serra Geral 107 · Grupo Itararé 1 · Pré-Cambriano Indiviso 1
  • acima de 150 m81 poços Formação Serra Geral 77 · Grupo Itararé 3 · Grupo Vazante 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Toledo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Toledo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.