O que cada rocha significa
Grupo Itararé 22 poços
Rocha sedimentar · aquífero poroso
Sedimentos de origem glacial da Bacia do Paraná: arenitos, diamictitos e folhelhos muito heterogêneos.
Na perfuração: A heterogeneidade é o desafio — o perfil muda bastante em poucos metros, e o projeto do poço precisa acompanhar.
Para a água: Comportamento irregular. Vazões variam muito conforme o poço atinja ou não os corpos arenosos.
Formação Serra Geral 4 poços
Rocha vulcânica · aquífero fissural
Derrames de basalto que cobriram grande parte do sul e sudeste do Brasil há cerca de 130 milhões de anos. É a unidade mais registrada no cadastro nacional de poços.
Na perfuração: Rocha dura e abrasiva, que exige martelo de fundo de furo e desgasta broca. O avanço é lento, mas a parede do furo é estável e costuma dispensar revestimento em profundidade.
Para a água: A água ocupa fraturas e as zonas de contato entre um derrame e outro — as chamadas juntas de resfriamento. Vazões muito variáveis: dois poços próximos podem ter resultados bem diferentes conforme peguem ou não uma fratura produtora.
Grupo Caiuá 2 poços
Rocha sedimentar · aquífero poroso
Arenitos eólicos do noroeste do Paraná e do Mato Grosso do Sul, sobrepostos aos basaltos da Serra Geral.
Na perfuração: Material friável, de avanço rápido, que exige revestimento e filtro no trecho produtor.
Para a água: Aquífero poroso livre com boa produtividade e comportamento regular ao longo do ano.
Formação Rio Bonito 1 poço
Rocha sedimentar · aquífero poroso
Arenitos, siltitos e camadas de carvão da Bacia do Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Na perfuração: Perfil heterogêneo, com camadas de resistência bastante variável.
Para a água: Produtividade irregular. A proximidade de camadas de carvão exige atenção à qualidade química da água.