Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Campo Magro - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Campo Magro, Paraná.

  • aquífero carstico
  • formação capiru
  • 51poços cadastrados
  • 71,5 mprofundidade média
  • 61 mprofundidade mediana
  • 6,7 mnível estático médio

Como são os poços em Campo Magro - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 51 poços em Campo Magro - PR. A profundidade média é de 71,5 m e a mediana, 61 m, medida em 35 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,7 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Capiru. No Censo 2022, 1.078 dos 10.871 domicílios do município — 9,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
51
Profundidade média
71,5 m
Profundidade mediana
61 m
Nível estático médio
6,7 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Capiru
Ante a média do estado
68,4 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
30.160 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.078 (9,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 51 poços em Campo Magro, com profundidade média de 71,5 m (mediana de 61 m, variando de 18 m a 153 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Capiru, presente em 53% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Campo Magro é 68,4 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Campo Magro

Poços cadastrados em Campo Magro - PR
Poços no cadastro nacional51 poços
Profundidade média71,5 m 35 poços com o dado
Profundidade mediana61 m
Faixa de profundidade18 m a 153 m
Nível estático médio6,7 m 30 poços com o dado
Nível dinâmico médio25,7 m 30 poços com o dado
Vazão específica média3,3 m³/h por metro 18 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 68% dos registros
Rocha predominanteFormação Capiru 53% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 11 poços
Poços com teste de vazão51 de 51
Distribuição das profundidades em Campo Magro 18 m mínimo 61 m mediana 153 m máximo
Metade dos poços fica entre 38 m e 102 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Campo Magro por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 17 · 49% 50-100 m 9 · 26% 100-150 m 6 · 17% 150-200 m 3 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Campo Magro 3 1980 11 1990 10 2000 2 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Campo Magro. Valores em poços. Abastecimento urbano 9 · 69% Abastecimento industrial 2 · 15% Abastecimento múltiplo 1 · 8% Abastecimento doméstico 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 27 poços
  • Fissural — 12 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Capiru — 20 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 12 poços
  • Grupo Acungui — 2 poços
  • Corpo Cristalino — 2 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço
  • Grupo Itararé — 1 poço

O território e o subsolo de Campo Magro

Campo Magro tem 30.160 habitantes distribuídos em 275,4 km², o que dá 109,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curitiba.

No Censo 2022, 1.078 dos 10.871 domicílios de Campo Magro — 9,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 831 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.866 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Campo Magro

Com base em 1.800 poços cadastrados num raio de 30 km de Campo Magro - PR, 80% deles foram concluídos entre 43 m e 253 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 6,8 m³/h (metade dos poços entre 3,7 m³/h e 20,0 m³/h), sobre 533 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (61% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Campo Magro se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.800 poços no raio, contra 51 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
6,8 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
63,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 533 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Campo Magro: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta1.800 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 45peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 26peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 7peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Campo Magro costumam descer

  • até 50 m 13%154
  • 50 a 100 m 27%319
  • 100 a 150 m 26%312
  • acima de 150 m 34%396

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 4,3 m³/h 128 m 68626 com teste
Formação Capiru 34,5 m³/h 49 m 20476 com teste
Grupo Itararé 4,0 m³/h 138 m 951 com teste
Formação Guabirotuba 10,8 m³/h 56 m 429 com teste
Formação Serra Geral 117,7 m³/h 150 m 4019 com teste
Corpo Cristalino 5,1 m³/h 105 m 2923 com teste
Complexo Atuba 9,4 m³/h 80 m 2118 com teste
Quaternário sem teste — 6

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m129 poços Formação Capiru 91 · Pré-Cambriano Indiviso 16 · Corpo Cristalino 6
  • 50 a 100 m241 poços Pré-Cambriano Indiviso 135 · Formação Capiru 55 · Formação Guabirotuba 16
  • 100 a 150 m191 poços Pré-Cambriano Indiviso 147 · Formação Capiru 20 · Formação Serra Geral 10
  • acima de 150 m205 poços Pré-Cambriano Indiviso 158 · Formação Serra Geral 16 · Corpo Cristalino 12

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Campo Magro?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Campo Magro.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.