Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rio Grande do Piauí - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rio Grande do Piauí, Piauí.

  • aquífero poroso
  • formação longa
  • 64poços cadastrados
  • 188,1 mprofundidade média
  • 180 mprofundidade mediana
  • 46,7 mnível estático médio

Como são os poços em Rio Grande do Piauí - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 64 poços em Rio Grande do Piauí - PI. A profundidade média é de 188,1 m e a mediana, 180 m, medida em 63 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 46,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Longa. No Censo 2022, 71 dos 2.115 domicílios do município — 3,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
64
Profundidade média
188,1 m
Profundidade mediana
180 m
Nível estático médio
46,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Longa
Ante a média do estado
81,7 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
5.801 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
71 (3,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 64 poços em Rio Grande do Piauí, com profundidade média de 188,1 m (mediana de 180 m, variando de 80 m a 423 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Longa, presente em 38% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rio Grande do Piauí é 81,7 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Rio Grande do Piauí

Poços cadastrados em Rio Grande do Piauí - PI
Poços no cadastro nacional64 poços
Profundidade média188,1 m 63 poços com o dado
Profundidade mediana180 m
Faixa de profundidade80 m a 423 m
Nível estático médio46,7 m 53 poços com o dado
Nível dinâmico médio101 m 26 poços com o dado
Vazão específica média7 m³/h por metro 20 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Longa 38% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 21 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 27 poços
Poços com teste de vazão64 de 64
Distribuição das profundidades em Rio Grande do Piauí 80 m mínimo 180 m mediana 423 m máximo
Metade dos poços fica entre 150 m e 210 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rio Grande do Piauí por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 5% 100-150 m 18 · 29% 150-200 m 26 · 41% acima de 200 m 16 · 25%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rio Grande do Piauí 3 1960 6 1970 6 1980 16 1990 27 2000 3 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rio Grande do Piauí. Valores em poços. Abastecimento doméstico 21 · 62% Abastecimento doméstico/animal 11 · 32% Doméstico/irrigação/animal 2 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Longa — 8 poços
  • Formação Cabeças — 5 poços
  • Formação Poti — 3 poços
  • Formação Sardinha — 2 poços
  • Formação Pimenteiras, Grupo Canindé — 2 poços
  • Depósitos Colúvio-Eluvionares — 1 poço

O território e o subsolo de Rio Grande do Piauí

Rio Grande do Piauí tem 5.801 habitantes distribuídos em 636,0 km², o que dá 9,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Canto do Buriti, na região intermediária de Floriano.

No Censo 2022, 71 dos 2.115 domicílios de Rio Grande do Piauí — 3,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 60 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 112 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Rio Grande do Piauí, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rio Grande do Piauí

Com base em 244 poços cadastrados num raio de 30 km de Rio Grande do Piauí - PI, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 266 m, com profundidade mediana de 160 m. A vazão mediana calculada é de 4,2 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 9,8 m³/h), sobre 78 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 39 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rio Grande do Piauí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 244 poços no raio, contra 64 poços dentro do município.

160 mprofundidade mediana
4,2 m³/hvazão mediana calculada
39 mnível estático mediano
8,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 78 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rio Grande do Piauí: 28/100

28 de 100

Confiança: amostra alta244 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 25peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 51peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 30peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 19peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rio Grande do Piauí costumam descer

  • até 50 m 1%3
  • 50 a 100 m 12%26
  • 100 a 150 m 33%71
  • acima de 150 m 53%113

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Longa 5,6 m³/h 160 m 2516 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,2 m³/h 122 m 66 com teste
Formação Poti 40,0 m³/h 330 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m4 poços Formação Longa 4
  • 100 a 150 m14 poços Formação Longa 6 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6 · Formação Poti 1
  • acima de 150 m19 poços Formação Longa 14 · Formação Poti 2 · Formação Corda 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rio Grande do Piauí?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rio Grande do Piauí.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.