Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cristino Castro - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cristino Castro, Piauí.

  • aquífero poroso
  • formação cabeças
  • 198poços cadastrados
  • 173 mprofundidade média
  • 140 mprofundidade mediana
  • 29,3 mnível estático médio

Como são os poços em Cristino Castro - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 198 poços em Cristino Castro - PI. A profundidade média é de 173 m e a mediana, 140 m, medida em 157 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 29,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Cabeças. No Censo 2022, 761 dos 3.298 domicílios do município — 23,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
198
Profundidade média
173 m
Profundidade mediana
140 m
Nível estático médio
29,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Cabeças
Ante a média do estado
66,6 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
10.503 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
761 (23,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 198 poços em Cristino Castro, com profundidade média de 173 m (mediana de 140 m, variando de 1,3 m a 460 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Cabeças, presente em 30% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cristino Castro é 66,6 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Cristino Castro

Poços cadastrados em Cristino Castro - PI
Poços no cadastro nacional198 poços
Profundidade média173 m 157 poços com o dado
Profundidade mediana140 m
Faixa de profundidade1,3 m a 460 m
Nível estático médio29,3 m 80 poços com o dado
Nível dinâmico médio33,1 m 13 poços com o dado
Vazão específica média22,5 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Cabeças 30% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 64 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 63 poços
Poços com teste de vazão198 de 198
Distribuição das profundidades em Cristino Castro 1,3 m mínimo 140 m mediana 460 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 180 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cristino Castro por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 3% 50-100 m 18 · 11% 100-150 m 86 · 55% 150-200 m 17 · 11% acima de 200 m 31 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cristino Castro 1 1960 9 1970 32 1980 63 1990 18 2000 10 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cristino Castro. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 64 · 49% Abastecimento doméstico 52 · 40% Irrigação 9 · 7% Doméstico/irrigação/animal 3 · 2% Sem uso 1 · 1% Abastecimento industrial 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Cabeças — 8 poços
  • Formação Longa — 7 poços
  • Formação Poti — 6 poços
  • Formação Pimenteiras, Grupo Canindé — 5 poços
  • Formação Piauí — 1 poço

O território e o subsolo de Cristino Castro

Cristino Castro tem 10.503 habitantes distribuídos em 1.845,7 km², o que dá 5,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Bom Jesus, na região intermediária de Corrente - Bom Jesus.

No Censo 2022, 761 dos 3.298 domicílios de Cristino Castro — 23,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 753 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 609 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cristino Castro

Com base em 348 poços cadastrados num raio de 30 km de Cristino Castro - PI, 80% deles foram concluídos entre 90 m e 270 m, com profundidade mediana de 140 m. A vazão mediana calculada é de 21,0 m³/h (metade dos poços entre 16,0 m³/h e 59,9 m³/h), sobre 25 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 22 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cristino Castro se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 348 poços no raio, contra 198 poços dentro do município.

140 mprofundidade mediana
21,0 m³/hvazão mediana calculada
22 mnível estático mediano
12,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 25 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cristino Castro: 63/100

63 de 100

Confiança: amostra alta348 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 97peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 61peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 48peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 11peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cristino Castro costumam descer

  • até 50 m 2%6
  • 50 a 100 m 15%44
  • 100 a 150 m 51%147
  • acima de 150 m 32%91

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Cabeças 18,0 m³/h 150 m 136 com teste
Formação Poti 451,3 m³/h 415 m 77 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 100 a 150 m6 poços Formação Cabeças 6
  • acima de 150 m15 poços Formação Poti 7 · Formação Cabeças 5 · Formação Longa 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cristino Castro?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cristino Castro.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.