Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Aroeiras do Itaim - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Aroeiras do Itaim, Piauí.

  • aquífero poroso
  • grupo serra grande
  • 85poços cadastrados
  • 176,5 mprofundidade média
  • 170 mprofundidade mediana
  • 24 mnível estático médio

Como são os poços em Aroeiras do Itaim - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 85 poços em Aroeiras do Itaim - PI. A profundidade média é de 176,5 m e a mediana, 170 m, medida em 79 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 24 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Serra Grande. No Censo 2022, 307 dos 940 domicílios do município — 32,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
85
Profundidade média
176,5 m
Profundidade mediana
170 m
Nível estático médio
24 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Serra Grande
Ante a média do estado
70,1 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
2.690 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
307 (32,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 85 poços em Aroeiras do Itaim, com profundidade média de 176,5 m (mediana de 170 m, variando de 100 m a 276 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Serra Grande, presente em 47% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Aroeiras do Itaim é 70,1 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Aroeiras do Itaim

Poços cadastrados em Aroeiras do Itaim - PI
Poços no cadastro nacional85 poços
Profundidade média176,5 m 79 poços com o dado
Profundidade mediana170 m
Faixa de profundidade100 m a 276 m
Nível estático médio24 m 66 poços com o dado
Nível dinâmico médio63,5 m 17 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 17 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 90% dos registros
Rocha predominanteGrupo Serra Grande 47% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 24 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 31 poços
Poços com teste de vazão85 de 85
Distribuição das profundidades em Aroeiras do Itaim 100 m mínimo 170 m mediana 276 m máximo
Metade dos poços fica entre 150 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Aroeiras do Itaim por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 1% 100-150 m 20 · 25% 150-200 m 41 · 52% acima de 200 m 17 · 22%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Aroeiras do Itaim 2 1960 2 1970 3 1980 15 1990 31 2000 11 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Aroeiras do Itaim. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 24 · 44% Abastecimento doméstico 22 · 41% Doméstico/irrigação/animal 7 · 13% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 9 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Serra Grande — 9 poços
  • Formação Pimenteiras, Grupo Canindé — 6 poços
  • Formação Cabeças — 2 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 2 poços

O território e o subsolo de Aroeiras do Itaim

Aroeiras do Itaim tem 2.690 habitantes distribuídos em 316,2 km², o que dá 8,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Picos.

No Censo 2022, 307 dos 940 domicílios de Aroeiras do Itaim — 32,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 263 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 91 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Aroeiras do Itaim

Com base em 1.076 poços cadastrados num raio de 30 km de Aroeiras do Itaim - PI, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 200 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 5,2 m³/h e 10,5 m³/h), sobre 300 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 23 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Aroeiras do Itaim se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.076 poços no raio, contra 85 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
23 mnível estático mediano
38,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 300 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Aroeiras do Itaim: 57/100

57 de 100

Confiança: amostra alta1.076 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 92peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 28peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 96peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Aroeiras do Itaim costumam descer

  • até 50 m 1%6
  • 50 a 100 m 17%151
  • 100 a 150 m 45%397
  • acima de 150 m 38%337

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Serra Grande 8,0 m³/h 150 m 170133 com teste
Formação Pimenteiras, Grupo Canindé 7,2 m³/h 150 m 8476 com teste
Formação Cabeças 5,2 m³/h 156 m 2211 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 7,5 m³/h 153 m 54 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m56 poços Grupo Serra Grande 38 · Formação Pimenteiras, Grupo Canindé 11 · Formação Cabeças 6
  • 100 a 150 m122 poços Grupo Serra Grande 69 · Formação Pimenteiras, Grupo Canindé 46 · Formação Cabeças 4
  • acima de 150 m103 poços Grupo Serra Grande 61 · Formação Pimenteiras, Grupo Canindé 27 · Formação Cabeças 12

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Aroeiras do Itaim?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Aroeiras do Itaim.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.