Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Cruz dos Milagres - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Cruz dos Milagres, Piauí.

  • aquífero poroso
  • formação cabeças
  • 101poços cadastrados
  • 95,6 mprofundidade média
  • 88 mprofundidade mediana
  • 16,9 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Cruz dos Milagres - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 101 poços em Santa Cruz dos Milagres - PI. A profundidade média é de 95,6 m e a mediana, 88 m, medida em 77 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Cabeças. No Censo 2022, 112 dos 1.181 domicílios do município — 9,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
101
Profundidade média
95,6 m
Profundidade mediana
88 m
Nível estático médio
16,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Cabeças
Ante a média do estado
10,8 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
3.435 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
112 (9,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 101 poços em Santa Cruz dos Milagres, com profundidade média de 95,6 m (mediana de 88 m, variando de 25 m a 263 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Cabeças, presente em 46% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Cruz dos Milagres é 10,8 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Santa Cruz dos Milagres

Poços cadastrados em Santa Cruz dos Milagres - PI
Poços no cadastro nacional101 poços
Profundidade média95,6 m 77 poços com o dado
Profundidade mediana88 m
Faixa de profundidade25 m a 263 m
Nível estático médio16,9 m 75 poços com o dado
Nível dinâmico médio36,5 m 27 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 11 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Cabeças 46% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 27 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 16 poços
Poços com teste de vazão101 de 101
Distribuição das profundidades em Santa Cruz dos Milagres 25 m mínimo 88 m mediana 263 m máximo
Metade dos poços fica entre 75 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Cruz dos Milagres por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 6% 50-100 m 53 · 69% 100-150 m 15 · 19% 150-200 m 2 · 3% acima de 200 m 2 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Cruz dos Milagres 1 1960 12 1970 5 1980 6 1990 16 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Cruz dos Milagres. Valores em poços. Abastecimento doméstico 27 · 44% Abastecimento doméstico/animal 23 · 38% Doméstico/irrigação/animal 6 · 10% Irrigação 4 · 7% Abastecimento urbano 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Cabeças — 6 poços
  • Formação Poti — 3 poços
  • Formação Longa — 3 poços
  • Formação Pimenteiras, Grupo Canindé — 1 poço

O território e o subsolo de Santa Cruz dos Milagres

Santa Cruz dos Milagres tem 3.435 habitantes distribuídos em 978,5 km², o que dá 3,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Valença do Piauí, na região intermediária de Teresina.

No Censo 2022, 112 dos 1.181 domicílios de Santa Cruz dos Milagres — 9,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 111 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 141 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Cruz dos Milagres

Com base em 394 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Cruz dos Milagres - PI, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 141 m, com profundidade mediana de 95 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 13,9 m³/h), sobre 36 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 14 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Cruz dos Milagres se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 394 poços no raio, contra 101 poços dentro do município.

95 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
14 mnível estático mediano
13,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 36 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Cruz dos Milagres: 58/100

58 de 100

Confiança: amostra alta394 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 65peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 43peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 53peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 84peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Cruz dos Milagres costumam descer

  • até 50 m 11%38
  • 50 a 100 m 62%206
  • 100 a 150 m 20%66
  • acima de 150 m 7%22

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Cabeças 7,5 m³/h 100 m 2010 com teste
Formação Poti 6,1 m³/h 103 m 42 com teste
Grupo Serra Grande sem teste 99 m 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Formação Cabeças 1 · Formação Longa 1 · Grupo Serra Grande 1
  • 50 a 100 m16 poços Formação Cabeças 13 · Formação Poti 2 · Grupo Serra Grande 1
  • 100 a 150 m9 poços Formação Cabeças 5 · Grupo Serra Grande 2 · Formação Poti 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Cruz dos Milagres?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Cruz dos Milagres.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.