Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Joaquim Pires - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Joaquim Pires, Piauí.

  • aquífero poroso
  • formação cabeças
  • 82poços cadastrados
  • 100,4 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 14,5 mnível estático médio

Como são os poços em Joaquim Pires - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 82 poços em Joaquim Pires - PI. A profundidade média é de 100,4 m e a mediana, 100 m, medida em 74 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Cabeças. No Censo 2022, 1.030 dos 4.270 domicílios do município — 24,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
82
Profundidade média
100,4 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
14,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Cabeças
Ante a média do estado
6 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
13.886 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.030 (24,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 82 poços em Joaquim Pires, com profundidade média de 100,4 m (mediana de 100 m, variando de 25 m a 405 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Cabeças, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Joaquim Pires é 6 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Joaquim Pires

Poços cadastrados em Joaquim Pires - PI
Poços no cadastro nacional82 poços
Profundidade média100,4 m 74 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade25 m a 405 m
Nível estático médio14,5 m 69 poços com o dado
Nível dinâmico médio64,8 m 40 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 36 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Cabeças 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 14 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 37 poços
Poços com teste de vazão82 de 82
Distribuição das profundidades em Joaquim Pires 25 m mínimo 100 m mediana 405 m máximo
Metade dos poços fica entre 66 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Joaquim Pires por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 9 · 12% 50-100 m 34 · 46% 100-150 m 25 · 34% 150-200 m 3 · 4% acima de 200 m 3 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Joaquim Pires 1 1960 2 1970 12 1980 20 1990 37 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Joaquim Pires. Valores em poços. Abastecimento doméstico 14 · 40% Abastecimento doméstico/animal 13 · 37% Abastecimento urbano 4 · 11% Doméstico/irrigação/animal 2 · 6% Irrigação 1 · 3% Abastecimento industrial 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 13 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Cabeças — 11 poços

O território e o subsolo de Joaquim Pires

Joaquim Pires tem 13.886 habitantes distribuídos em 740,6 km², o que dá 18,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Esperantina, na região intermediária de Parnaíba.

No Censo 2022, 1.030 dos 4.270 domicílios de Joaquim Pires — 24,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 968 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 363 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Joaquim Pires

Com base em 492 poços cadastrados num raio de 30 km de Joaquim Pires - PI, 80% deles foram concluídos entre 46 m e 150 m, com profundidade mediana de 82 m. A vazão mediana calculada é de 5,9 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 9,8 m³/h), sobre 151 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (94% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Joaquim Pires se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 492 poços no raio, contra 82 poços dentro do município.

82 mprofundidade mediana
5,9 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
17,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 151 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Joaquim Pires: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta492 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 37peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 71peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 45peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 74peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Joaquim Pires costumam descer

  • até 50 m 18%74
  • 50 a 100 m 52%219
  • 100 a 150 m 21%88
  • acima de 150 m 10%41

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Cabeças 5,0 m³/h 60 m 5114 com teste
Formação Longa 4,7 m³/h 93 m 146 com teste
Formação Poti 4,5 m³/h 58 m 94 com teste
Grupo Barreiras 5,1 m³/h 58 m 62 com teste
Formação Piauí 4,2 m³/h 79 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m27 poços Formação Cabeças 22 · Grupo Barreiras 2 · Formação Poti 2
  • 50 a 100 m51 poços Formação Cabeças 23 · Formação Longa 12 · Formação Poti 7
  • 100 a 150 m5 poços Formação Cabeças 4 · Formação Piauí 1
  • acima de 150 m6 poços Formação Longa 2 · Formação Cabeças 2 · Formação Itapecuru 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Joaquim Pires?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Joaquim Pires.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.