Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Sebastião Barros - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Sebastião Barros, Piauí.

  • aquífero fissural
  • supergrupo rio preto
  • 45poços cadastrados
  • 99,7 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 31 mnível estático médio

Como são os poços em Sebastião Barros - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 45 poços em Sebastião Barros - PI. A profundidade média é de 99,7 m e a mediana, 100 m, medida em 40 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 31 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Supergrupo Rio Preto. No Censo 2022, 448 dos 982 domicílios do município — 45,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
45
Profundidade média
99,7 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
31 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Supergrupo Rio Preto
Ante a média do estado
6,7 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
3.202 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
448 (45,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 45 poços em Sebastião Barros, com profundidade média de 99,7 m (mediana de 100 m, variando de 60 m a 152 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Supergrupo Rio Preto, presente em 40% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Sebastião Barros é 6,7 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Sebastião Barros

Poços cadastrados em Sebastião Barros - PI
Poços no cadastro nacional45 poços
Profundidade média99,7 m 40 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade60 m a 152 m
Nível estático médio31 m 26 poços com o dado
Nível dinâmico médio44,5 m 12 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 10 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteSupergrupo Rio Preto 40% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 17 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 14 poços
Poços com teste de vazão45 de 45
Distribuição das profundidades em Sebastião Barros 60 m mínimo 100 m mediana 152 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Sebastião Barros por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 21 · 53% 100-150 m 18 · 45% 150-200 m 1 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Sebastião Barros 1 1980 14 1990 12 2000 1 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Sebastião Barros. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 17 · 55% Abastecimento doméstico 12 · 39% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 3% Abastecimento urbano 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Supergrupo Rio Preto — 2 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 2 poços
  • Grupo Colomi — 1 poço

O território e o subsolo de Sebastião Barros

Sebastião Barros tem 3.202 habitantes distribuídos em 893,5 km², o que dá 3,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Corrente, na região intermediária de Corrente - Bom Jesus.

No Censo 2022, 448 dos 982 domicílios de Sebastião Barros — 45,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 378 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 448 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Sebastião Barros

Com base em 135 poços cadastrados num raio de 30 km de Sebastião Barros - PI, 80% deles foram concluídos entre 62 m e 125 m, com profundidade mediana de 97 m. A vazão mediana calculada é de 4,4 m³/h (metade dos poços entre 2,5 m³/h e 5,0 m³/h), sobre 36 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 14 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (81% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Sebastião Barros se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 135 poços no raio, contra 45 poços dentro do município.

97 mprofundidade mediana
4,4 m³/hvazão mediana calculada
14 mnível estático mediano
4,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 36 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Sebastião Barros: 35/100

35 de 100

Confiança: amostra alta135 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 26peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 34peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 12peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 51peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 98peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Sebastião Barros costumam descer

  • até 50 m 3%3
  • 50 a 100 m 60%66
  • 100 a 150 m 36%40
  • acima de 150 m 1%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Supergrupo Rio Preto 7,3 m³/h 102 m 74 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 2,0 m³/h 103 m 53 com teste
Grupo Serra Grande 9,0 m³/h 95 m 51 com teste
Grupo Colomi sem teste 68 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m15 poços Grupo Serra Grande 4 · Supergrupo Rio Preto 3 · Grupo Colomi 2
  • 100 a 150 m11 poços Supergrupo Rio Preto 4 · Pré-Cambriano Indiviso 3 · Grupo Colomi 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Sebastião Barros?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Sebastião Barros.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.