Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Corrente - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Corrente, Piauí.

  • aquífero poroso
  • grupo serra grande
  • 172poços cadastrados
  • 100,6 mprofundidade média
  • 98 mprofundidade mediana
  • 23,6 mnível estático médio

Como são os poços em Corrente - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 172 poços em Corrente - PI. A profundidade média é de 100,6 m e a mediana, 98 m, medida em 125 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Serra Grande. No Censo 2022, 1.465 dos 8.573 domicílios do município — 17,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
172
Profundidade média
100,6 m
Profundidade mediana
98 m
Nível estático médio
23,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Serra Grande
Ante a média do estado
5,8 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
27.278 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.465 (17,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 172 poços em Corrente, com profundidade média de 100,6 m (mediana de 98 m, variando de 40 m a 210 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Serra Grande, presente em 64% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Corrente é 5,8 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Corrente

Poços cadastrados em Corrente - PI
Poços no cadastro nacional172 poços
Profundidade média100,6 m 125 poços com o dado
Profundidade mediana98 m
Faixa de profundidade40 m a 210 m
Nível estático médio23,6 m 72 poços com o dado
Nível dinâmico médio51,7 m 24 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 21 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 76% dos registros
Rocha predominanteGrupo Serra Grande 64% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 65 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 43 poços
Poços com teste de vazão172 de 172
Distribuição das profundidades em Corrente 40 m mínimo 98 m mediana 210 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Corrente por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 10 · 8% 50-100 m 66 · 53% 100-150 m 38 · 30% 150-200 m 10 · 8% acima de 200 m 1 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Corrente 3 1960 9 1970 8 1980 42 1990 43 2000 2 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Corrente. Valores em poços. Abastecimento doméstico 65 · 55% Abastecimento doméstico/animal 45 · 38% Doméstico/irrigação/animal 5 · 4% Abastecimento industrial 3 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 32 poços
  • Fissural — 10 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Serra Grande — 25 poços
  • Corpo Cristalino — 9 poços
  • Formação Pimenteiras, Grupo Canindé — 2 poços
  • Formacao Urucuia — 1 poço
  • Supergrupo Rio Preto — 1 poço
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 1 poço

O território e o subsolo de Corrente

Corrente tem 27.278 habitantes distribuídos em 3.048,7 km², o que dá 9,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Corrente, na região intermediária de Corrente - Bom Jesus.

No Censo 2022, 1.465 dos 8.573 domicílios de Corrente — 17,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.032 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.484 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Corrente

Com base em 194 poços cadastrados num raio de 30 km de Corrente - PI, 80% deles foram concluídos entre 54 m e 138 m, com profundidade mediana de 96 m. A vazão mediana calculada é de 3,6 m³/h (metade dos poços entre 1,0 m³/h e 4,9 m³/h), sobre 31 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (60% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Corrente se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 194 poços no raio, contra 172 poços dentro do município.

96 mprofundidade mediana
3,6 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
6,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 31 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Corrente: 34/100

34 de 100

Confiança: amostra alta194 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 21peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 44peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 17peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 52peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 77peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Corrente costumam descer

  • até 50 m 9%14
  • 50 a 100 m 50%75
  • 100 a 150 m 35%52
  • acima de 150 m 6%9

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Serra Grande 1,9 m³/h 106 m 243 com teste
Corpo Cristalino 0,6 m³/h 80 m 91 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 5,6 m³/h 45 m 54 com teste
Supergrupo Rio Preto sem teste 120 m 3
Grupo Colomi 5,0 m³/h 60 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m8 poços Pré-Cambriano Indiviso 3 · Corpo Cristalino 2 · Grupo Serra Grande 2
  • 50 a 100 m19 poços Grupo Serra Grande 9 · Corpo Cristalino 6 · Pré-Cambriano Indiviso 1
  • 100 a 150 m18 poços Grupo Serra Grande 10 · Supergrupo Rio Preto 2 · Formação Pimenteiras, Grupo Canindé 2
  • acima de 150 m3 poços Grupo Serra Grande 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Corrente?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Corrente.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.