Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em José de Freitas - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para José de Freitas, Piauí.

  • aquífero fissural
  • formação piauí
  • 1.123poços cadastrados
  • 98,8 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 10,9 mnível estático médio

Como são os poços em José de Freitas - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 1.123 poços em José de Freitas - PI. A profundidade média é de 98,8 m e a mediana, 100 m, medida em 991 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Piauí. No Censo 2022, 4.497 dos 13.258 domicílios do município — 33,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
1.123
Profundidade média
98,8 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
10,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Piauí
Ante a média do estado
7,6 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
42.559 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.497 (33,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 1.123 poços em José de Freitas, com profundidade média de 98,8 m (mediana de 100 m, variando de 7 m a 738 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Piauí, presente em 52% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de José de Freitas é 7,6 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em José de Freitas

Poços cadastrados em José de Freitas - PI
Poços no cadastro nacional1.123 poços
Profundidade média98,8 m 991 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade7 m a 738 m
Nível estático médio10,9 m 838 poços com o dado
Nível dinâmico médio25,9 m 572 poços com o dado
Vazão específica média1,5 m³/h por metro 343 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 73% dos registros
Rocha predominanteFormação Piauí 52% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 336 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 318 poços
Poços com teste de vazão1.123 de 1.123
Distribuição das profundidades em José de Freitas 7 m mínimo 100 m mediana 738 m máximo
Metade dos poços fica entre 78 m e 102 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de José de Freitas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 83 · 8% 50-100 m 638 · 64% 100-150 m 209 · 21% 150-200 m 42 · 4% acima de 200 m 19 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em José de Freitas 6 1950 15 1960 14 1970 155 1980 318 1990 244 2000 42 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de José de Freitas. Valores em poços. Abastecimento doméstico 336 · 42% Abastecimento doméstico/animal 277 · 35% Irrigação 118 · 15% Doméstico/irrigação/animal 30 · 4% Abastecimento múltiplo 24 · 3% Outros (lazer,etc.) 15 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 57 poços
  • Poroso — 21 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Piauí — 64 poços
  • Formação Poti — 58 poços

O território e o subsolo de José de Freitas

José de Freitas tem 42.559 habitantes distribuídos em 1.538,2 km², o que dá 27,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Teresina.

No Censo 2022, 4.497 dos 13.258 domicílios de José de Freitas — 33,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 4.303 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 4.213 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos José de Freitas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em José de Freitas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.