Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Gilbués - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Gilbués, Piauí.

  • aquífero poroso
  • formacao urucuia
  • 104poços cadastrados
  • 110,6 mprofundidade média
  • 94 mprofundidade mediana
  • 29,5 mnível estático médio

Como são os poços em Gilbués - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 104 poços em Gilbués - PI. A profundidade média é de 110,6 m e a mediana, 94 m, medida em 70 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 29,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formacao Urucuia. No Censo 2022, 972 dos 3.373 domicílios do município — 28,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
104
Profundidade média
110,6 m
Profundidade mediana
94 m
Nível estático médio
29,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formacao Urucuia
Ante a média do estado
4,2 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
10.892 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
972 (28,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 104 poços em Gilbués, com profundidade média de 110,6 m (mediana de 94 m, variando de 22 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formacao Urucuia, presente em 39% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Gilbués é 4,2 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Gilbués

Poços cadastrados em Gilbués - PI
Poços no cadastro nacional104 poços
Profundidade média110,6 m 70 poços com o dado
Profundidade mediana94 m
Faixa de profundidade22 m a 300 m
Nível estático médio29,5 m 54 poços com o dado
Nível dinâmico médio45,8 m 30 poços com o dado
Vazão específica média3,6 m³/h por metro 29 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 59% dos registros
Rocha predominanteFormacao Urucuia 39% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 42 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 28 poços
Poços com teste de vazão104 de 104
Distribuição das profundidades em Gilbués 22 m mínimo 94 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 48 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Gilbués por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 18 · 26% 50-100 m 23 · 33% 100-150 m 12 · 17% 150-200 m 8 · 11% acima de 200 m 9 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Gilbués 1 1960 1 1970 10 1980 28 1990 11 2000 10 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Gilbués. Valores em poços. Abastecimento doméstico 42 · 66% Abastecimento doméstico/animal 15 · 23% Sem uso 3 · 5% Abastecimento múltiplo 2 · 3% Irrigação 1 · 2% Doméstico/irrigação/animal 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 17 poços
  • Fissural — 12 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formacao Urucuia — 13 poços
  • Formação Piauí — 12 poços
  • Grupo Areado — 6 poços
  • Formação Poti — 1 poço
  • Formação Cabeças — 1 poço

O território e o subsolo de Gilbués

Gilbués tem 10.892 habitantes distribuídos em 3.495,7 km², o que dá 3,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Corrente, na região intermediária de Corrente - Bom Jesus.

No Censo 2022, 972 dos 3.373 domicílios de Gilbués — 28,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 355 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 808 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Gilbués

Com base em 179 poços cadastrados num raio de 30 km de Gilbués - PI, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 150 m, com profundidade mediana de 81 m. A vazão mediana calculada é de 8,2 m³/h (metade dos poços entre 5,2 m³/h e 15,9 m³/h), sobre 57 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (66% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Gilbués se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 179 poços no raio, contra 104 poços dentro do município.

81 mprofundidade mediana
8,2 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
6,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 57 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Gilbués: 58/100

58 de 100

Confiança: amostra alta179 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 61peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 41peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 65peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 57peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Gilbués costumam descer

  • até 50 m 17%23
  • 50 a 100 m 52%72
  • 100 a 150 m 24%33
  • acima de 150 m 7%10

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Piauí 8,9 m³/h 110 m 2112 com teste
Formação Poti 11,7 m³/h 75 m 144 com teste
Formacao Urucuia 7,6 m³/h 48 m 137 com teste
Grupo Areado 7,8 m³/h 100 m 114 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Formacao Urucuia 7 · Formação Poti 1 · Formação Piauí 1
  • 50 a 100 m26 poços Formação Poti 9 · Grupo Areado 7 · Formação Piauí 7
  • 100 a 150 m20 poços Formação Piauí 11 · Grupo Areado 4 · Formação Poti 4
  • acima de 150 m4 poços Formacao Urucuia 2 · Formação Piauí 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Gilbués?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Gilbués.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.