Piauí · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Fronteiras - PI: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Fronteiras, Piauí.
- aquífero fissural
- pré-cambriano indiviso
- 532poços cadastrados
- 68,5 mprofundidade média
- 60 mprofundidade mediana
- 14,9 mnível estático médio
Como são os poços em Fronteiras - PI?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 532 poços em Fronteiras - PI. A profundidade média é de 68,5 m e a mediana, 60 m, medida em 436 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 585 dos 3.540 domicílios do município — 16,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 532
- Profundidade média
- 68,5 m
- Profundidade mediana
- 60 m
- Nível estático médio
- 14,9 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Pré-Cambriano Indiviso
- Ante a média do estado
- 37,9 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
- População (Censo 2022)
- 10.259 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 585 (16,5%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 532 poços em Fronteiras, com profundidade média de 68,5 m (mediana de 60 m, variando de 16,3 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 42% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Fronteiras é 37,9 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).
Números do cadastro em Fronteiras
| Poços no cadastro nacional | 532 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 68,5 m 436 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 60 m |
| Faixa de profundidade | 16,3 m a 150 m |
| Nível estático médio | 14,9 m 217 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 36,1 m 49 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,2 m³/h por metro 49 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 86% dos registros |
| Rocha predominante | Pré-Cambriano Indiviso 42% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 125 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 271 poços |
| Poços com teste de vazão | 532 de 532 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 6 poços
- Poroso — 1 poço
Formações geológicas atravessadas
- Pré-Cambriano Indiviso — 5 poços
- Aluviões — 4 poços
- Eocambriano Indiviso — 1 poço
- Formação Poti — 1 poço
- Complexo Jaguaretama — 1 poço
O território e o subsolo de Fronteiras
Fronteiras tem 10.259 habitantes distribuídos em 777,2 km², o que dá 13,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Picos.
No Censo 2022, 585 dos 3.540 domicílios de Fronteiras — 16,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 571 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.054 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.
O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Fronteiras
Com base em 1.037 poços cadastrados num raio de 30 km de Fronteiras - PI, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 100 m, com profundidade mediana de 70 m. A vazão mediana calculada é de 1,2 m³/h (metade dos poços entre 0,6 m³/h e 2,7 m³/h), sobre 164 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (96% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Fronteiras se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.037 poços no raio, contra 532 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 164 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Fronteiras: 30/100
Confiança: amostra alta1.037 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 2peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 91peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 9peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 75peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 24peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Fronteiras costumam descer
- até 50 m 19%162
- 50 a 100 m 72%632
- 100 a 150 m 8%72
- acima de 150 m 1%6
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Corpo Cristalino | 0,6 m³/h | 69 m | 2511 com teste |
| Coberturas Sedimentares Indiferenciadas | 1,2 m³/h | 72 m | 1611 com teste |
| Aluviões | 6,0 m³/h | 50 m | 41 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m8 poços Aluviões 3 · Corpo Cristalino 2 · Pré-Cambriano Indiviso 1
- 50 a 100 m38 poços Corpo Cristalino 21 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 15 · Aluviões 1
- 100 a 150 m4 poços Corpo Cristalino 2 · Grupo Serra Grande 1 · Formação Poti 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Fronteiras?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Fronteiras.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Fronteiras
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.