Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Alagoinha do Piauí - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Alagoinha do Piauí, Piauí.

  • aquífero poroso
  • grupo serra grande
  • 183poços cadastrados
  • 112,2 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 52 mnível estático médio

Como são os poços em Alagoinha do Piauí - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 183 poços em Alagoinha do Piauí - PI. A profundidade média é de 112,2 m e a mediana, 90 m, medida em 149 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 52 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Serra Grande. No Censo 2022, 374 dos 2.575 domicílios do município — 14,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
183
Profundidade média
112,2 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
52 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Serra Grande
Ante a média do estado
5,8 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
6.819 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
374 (14,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 183 poços em Alagoinha do Piauí, com profundidade média de 112,2 m (mediana de 90 m, variando de 4,5 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Serra Grande, presente em 93% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Alagoinha do Piauí é 5,8 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Alagoinha do Piauí

Poços cadastrados em Alagoinha do Piauí - PI
Poços no cadastro nacional183 poços
Profundidade média112,2 m 149 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade4,5 m a 300 m
Nível estático médio52 m 85 poços com o dado
Nível dinâmico médio111,7 m 20 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 17 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Serra Grande 93% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 49 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 88 poços
Poços com teste de vazão183 de 183
Distribuição das profundidades em Alagoinha do Piauí 4,5 m mínimo 90 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Alagoinha do Piauí por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 21 · 14% 50-100 m 67 · 45% 100-150 m 26 · 17% 150-200 m 11 · 7% acima de 200 m 24 · 16%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Alagoinha do Piauí 1 1970 6 1980 14 1990 88 2000 41 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Alagoinha do Piauí. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 49 · 43% Abastecimento doméstico 48 · 42% Doméstico/irrigação/animal 7 · 6% Abastecimento industrial 4 · 3% Abastecimento doméstico/irrig. 4 · 3% Irrigação 3 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 15 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Serra Grande — 14 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Alagoinha do Piauí

Alagoinha do Piauí tem 6.819 habitantes distribuídos em 535,9 km², o que dá 12,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Picos.

No Censo 2022, 374 dos 2.575 domicílios de Alagoinha do Piauí — 14,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 363 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.135 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Alagoinha do Piauí

Com base em 955 poços cadastrados num raio de 30 km de Alagoinha do Piauí - PI, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 255 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 2,9 m³/h (metade dos poços entre 1,9 m³/h e 3,6 m³/h), sobre 107 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 27 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Alagoinha do Piauí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 955 poços no raio, contra 183 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
2,9 m³/hvazão mediana calculada
27 mnível estático mediano
33,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 107 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Alagoinha do Piauí: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra alta955 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 16peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 89peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 25peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 98peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Alagoinha do Piauí costumam descer

  • até 50 m 13%93
  • 50 a 100 m 38%282
  • 100 a 150 m 15%108
  • acima de 150 m 35%258

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m7 poços Grupo Serra Grande 6 · Formação Serra Geral 1
  • 100 a 150 m7 poços Grupo Serra Grande 7
  • acima de 150 m42 poços Grupo Serra Grande 41 · Formação Pimenteiras, Grupo Canindé 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Alagoinha do Piauí?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Alagoinha do Piauí.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.