Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Paulista - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Paulista, Pernambuco.

  • aquífero poroso
  • formação beberibe
  • 439poços cadastrados
  • 161,6 mprofundidade média
  • 140 mprofundidade mediana
  • 24,8 mnível estático médio

Como são os poços em Paulista - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 439 poços em Paulista - PE. A profundidade média é de 161,6 m e a mediana, 140 m, medida em 200 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 24,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Beberibe. No Censo 2022, 31.854 dos 124.313 domicílios do município — 25,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
439
Profundidade média
161,6 m
Profundidade mediana
140 m
Nível estático médio
24,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Beberibe
Ante a média do estado
94,1 m mais fundo que a média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
342.167 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
31.854 (25,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 439 poços em Paulista, com profundidade média de 161,6 m (mediana de 140 m, variando de 12 m a 396 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Beberibe, presente em 60% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Paulista é 94,1 m mais fundo que a média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Paulista

Poços cadastrados em Paulista - PE
Poços no cadastro nacional439 poços
Profundidade média161,6 m 200 poços com o dado
Profundidade mediana140 m
Faixa de profundidade12 m a 396 m
Nível estático médio24,8 m 152 poços com o dado
Nível dinâmico médio46,2 m 148 poços com o dado
Vazão específica média2,9 m³/h por metro 143 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Beberibe 60% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 49 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 77 poços
Poços com teste de vazão439 de 439
Distribuição das profundidades em Paulista 12 m mínimo 140 m mediana 396 m máximo
Metade dos poços fica entre 82,3 m e 234 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Paulista por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 37 · 19% 50-100 m 30 · 15% 100-150 m 38 · 19% 150-200 m 35 · 18% acima de 200 m 60 · 30%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Paulista 1 1950 5 1960 44 1970 77 1980 36 1990 11 2000 14 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Paulista. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 49 · 45% Abastecimento urbano 33 · 30% Abastecimento industrial 24 · 22% Abastecimento doméstico 3 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 10 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Beberibe — 9 poços
  • Grupo Barreira Indiviso — 2 poços
  • Formação Gramame — 2 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
  • Grupo Barreiras — 1 poço

O território e o subsolo de Paulista

Paulista tem 342.167 habitantes distribuídos em 96,9 km², o que dá 3.530,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Recife.

No Censo 2022, 31.854 dos 124.313 domicílios de Paulista — 25,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 23.224 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 21.095 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Paulista

Com base em 2.061 poços cadastrados num raio de 30 km de Paulista - PE, 80% deles foram concluídos entre 41 m e 332 m, com profundidade mediana de 115 m. A vazão mediana calculada é de 22,5 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 64,0 m³/h), sobre 461 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 25 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (90% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Paulista se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 2.061 poços no raio, contra 439 poços dentro do município.

115 mprofundidade mediana
22,5 m³/hvazão mediana calculada
25 mnível estático mediano
72,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 461 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Paulista: 72/100

72 de 100

Confiança: amostra alta2.061 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 97peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 51peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 28peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 5peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Paulista costumam descer

  • até 50 m 16%134
  • 50 a 100 m 28%241
  • 100 a 150 m 19%161
  • acima de 150 m 37%319

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Beberibe 24,0 m³/h 100 m 2117 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 40,0 m³/h 100 m 179 com teste
Corpo Cristalino 13,2 m³/h 55 m 62 com teste
Grupo Barreiras 3,0 m³/h 75 m 52 com teste
Grupo Barreira Indiviso 54,4 m³/h 181 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Corpo Cristalino 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Grupo Barreiras 2
  • 50 a 100 m21 poços Formação Beberibe 10 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6 · Corpo Cristalino 3
  • 100 a 150 m5 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Aluviões 1 · Formação Beberibe 1
  • acima de 150 m21 poços Formação Beberibe 9 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5 · Grupo Barreira Indiviso 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Paulista?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Paulista.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.