Pernambuco · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Olinda - PE: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Olinda, Pernambuco.
- aquífero poroso
- formação beberibe
- 623poços cadastrados
- 194,1 mprofundidade média
- 160 mprofundidade mediana
- 28,4 mnível estático médio
Como são os poços em Olinda - PE?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 623 poços em Olinda - PE. A profundidade média é de 194,1 m e a mediana, 160 m, medida em 264 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 28,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Beberibe. No Censo 2022, 22.836 dos 127.261 domicílios do município — 17,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 623
- Profundidade média
- 194,1 m
- Profundidade mediana
- 160 m
- Nível estático médio
- 28,4 m
- Aquífero predominante
- Poroso
- Rocha predominante
- Formação Beberibe
- Ante a média do estado
- 126,6 m mais fundo que a média de Pernambuco (67,5 m)
- População (Censo 2022)
- 349.976 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 22.836 (17,9%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 623 poços em Olinda, com profundidade média de 194,1 m (mediana de 160 m, variando de 10 m a 399 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Beberibe, presente em 47% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Olinda é 126,6 m mais fundo que a média de Pernambuco (67,5 m).
Números do cadastro em Olinda
| Poços no cadastro nacional | 623 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 194,1 m 264 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 160 m |
| Faixa de profundidade | 10 m a 399 m |
| Nível estático médio | 28,4 m 157 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 42,7 m 141 poços com o dado |
| Vazão específica média | 4,3 m³/h por metro 134 poços com teste |
| Aquífero predominante | Poroso 100% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Beberibe 47% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento múltiplo 88 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1970 67 poços |
| Poços com teste de vazão | 623 de 623 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Poroso — 9 poços
Formações geológicas atravessadas
- Formação Beberibe — 7 poços
- Grupo Barreira Indiviso — 3 poços
- Formação Gramame — 3 poços
- Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 2 poços
O território e o subsolo de Olinda
Olinda tem 349.976 habitantes distribuídos em 41,3 km², o que dá 8.474,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Recife.
No Censo 2022, 22.836 dos 127.261 domicílios de Olinda — 17,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 18.515 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 16.974 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.
Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.
O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Olinda
Com base em 2.054 poços cadastrados num raio de 30 km de Olinda - PE, 80% deles foram concluídos entre 42 m e 332 m, com profundidade mediana de 115 m. A vazão mediana calculada é de 22,5 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 64,0 m³/h), sobre 461 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 25 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (91% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Olinda se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 2.054 poços no raio, contra 623 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 461 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Olinda: 73/100
Confiança: amostra alta2.054 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 97peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 52peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 28peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 5peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Olinda costumam descer
- até 50 m 15%126
- 50 a 100 m 29%244
- 100 a 150 m 19%159
- acima de 150 m 37%312
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Beberibe | 24,0 m³/h | 100 m | 2117 com teste |
| Coberturas Sedimentares Indiferenciadas | 25,0 m³/h | 100 m | 1710 com teste |
| Corpo Cristalino | 13,2 m³/h | 60 m | 52 com teste |
| Grupo Barreiras | 3,0 m³/h | 75 m | 52 com teste |
| Grupo Barreira Indiviso | 54,4 m³/h | 181 m | 55 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m7 poços Corpo Cristalino 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2 · Grupo Barreiras 2
- 50 a 100 m22 poços Formação Beberibe 10 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 7 · Corpo Cristalino 3
- 100 a 150 m4 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Formação Beberibe 1
- acima de 150 m21 poços Formação Beberibe 9 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5 · Grupo Barreira Indiviso 5
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Olinda?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Olinda.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Olinda
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Veja também: todos os municípios de Pernambuco · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.