Paraíba · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em João Pessoa - PB: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para João Pessoa, Paraíba.

  • aquífero poroso
  • formação beberibe
  • 265poços cadastrados
  • 120,8 mprofundidade média
  • 103 mprofundidade mediana
  • 26,7 mnível estático médio

Como são os poços em João Pessoa - PB?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 265 poços em João Pessoa - PB. A profundidade média é de 120,8 m e a mediana, 103 m, medida em 221 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Beberibe. No Censo 2022, 18.259 dos 296.249 domicílios do município — 6,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
265
Profundidade média
120,8 m
Profundidade mediana
103 m
Nível estático médio
26,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Beberibe
Ante a média do estado
74,4 m mais fundo que a média de Paraíba (46,4 m)
População (Censo 2022)
833.932 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
18.259 (6,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 265 poços em João Pessoa, com profundidade média de 120,8 m (mediana de 103 m, variando de 8 m a 386 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Beberibe, presente em 69% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de João Pessoa é 74,4 m mais fundo que a média de Paraíba (46,4 m).

Números do cadastro em João Pessoa

Poços cadastrados em João Pessoa - PB
Poços no cadastro nacional265 poços
Profundidade média120,8 m 221 poços com o dado
Profundidade mediana103 m
Faixa de profundidade8 m a 386 m
Nível estático médio26,7 m 163 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,2 m 163 poços com o dado
Vazão específica média2,2 m³/h por metro 163 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Beberibe 69% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 88 poços
Poços com teste de vazão265 de 265
Distribuição das profundidades em João Pessoa 8 m mínimo 103 m mediana 386 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 142 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de João Pessoa por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 43 · 19% 50-100 m 63 · 29% 100-150 m 69 · 31% 150-200 m 11 · 5% acima de 200 m 35 · 16%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em João Pessoa 3 1950 34 1960 88 1970 50 1980 7 1990 35 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de João Pessoa. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 11 · 31% Abastecimento urbano 9 · 26% Abastecimento doméstico 8 · 23% Abastecimento industrial 5 · 14% Sem uso 2 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 16 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Beberibe — 11 poços
  • Grupo Barreiras — 3 poços
  • Aluviões — 1 poço
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de João Pessoa

João Pessoa tem 833.932 habitantes distribuídos em 210,0 km², o que dá 3.970,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de João Pessoa.

No Censo 2022, 18.259 dos 296.249 domicílios de João Pessoa — 6,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 17.600 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 8.695 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de João Pessoa, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Paraíba é majoritariamente cristalina, com as bacias do Rio do Peixe e da Paraíba e a faixa costeira sedimentar. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Rio do Peixe, aluviões, embasamento cristalino. No sertão cristalino, vazão baixa e água frequentemente salobra; no litoral, aquíferos porosos de boa produtividade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de João Pessoa

Com base em 973 poços cadastrados num raio de 30 km de João Pessoa - PB, 80% deles foram concluídos entre 18 m e 206 m, com profundidade mediana de 75 m. A vazão mediana calculada é de 16,3 m³/h (metade dos poços entre 6,1 m³/h e 36,5 m³/h), sobre 344 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de João Pessoa se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 973 poços no raio, contra 265 poços dentro do município.

75 mprofundidade mediana
16,3 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
34,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 344 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de João Pessoa: 76/100

76 de 100

Confiança: amostra alta973 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 94peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 90peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 56peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 70peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 19peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de João Pessoa costumam descer

  • até 50 m 38%319
  • 50 a 100 m 25%211
  • 100 a 150 m 21%175
  • acima de 150 m 16%136

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 13,9 m³/h 113 m 2819 com teste
Formação Beberibe 40,4 m³/h 302 m 1414 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 49,7 m³/h 266 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Grupo Barreiras 5 · Aluviões 1 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m6 poços Grupo Barreiras 6
  • 100 a 150 m12 poços Grupo Barreiras 8 · Formação Beberibe 2 · Dunas 2
  • acima de 150 m24 poços Formação Beberibe 12 · Grupo Barreiras 9 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos João Pessoa?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em João Pessoa.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.