Paraíba · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Juarez Távora - PB: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Juarez Távora, Paraíba.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 40poços cadastrados
  • 41 mprofundidade média
  • 45 mprofundidade mediana
  • 4 mnível estático médio

Como são os poços em Juarez Távora - PB?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 40 poços em Juarez Távora - PB. A profundidade média é de 41 m e a mediana, 45 m, medida em 32 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 434 dos 2.799 domicílios do município — 15,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
40
Profundidade média
41 m
Profundidade mediana
45 m
Nível estático médio
4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
5,4 m mais raso que a média de Paraíba (46,4 m)
População (Censo 2022)
7.796 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
434 (15,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 40 poços em Juarez Távora, com profundidade média de 41 m (mediana de 45 m, variando de 4,9 m a 60 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Juarez Távora é 5,4 m mais raso que a média de Paraíba (46,4 m).

Números do cadastro em Juarez Távora

Poços cadastrados em Juarez Távora - PB
Poços no cadastro nacional40 poços
Profundidade média41 m 32 poços com o dado
Profundidade mediana45 m
Faixa de profundidade4,9 m a 60 m
Nível estático médio4 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio14,7 m 7 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 10 poços
Poços com teste de vazão40 de 40
Distribuição das profundidades em Juarez Távora 4,9 m mínimo 45 m mediana 60 m máximo
Metade dos poços fica entre 33 m e 53 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Juarez Távora por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 23 · 72% 50-100 m 9 · 28%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Juarez Távora 5 1970 9 1980 8 1990 10 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Juarez Távora. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 9 · 75% Irrigação 3 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 5 poços

O território e o subsolo de Juarez Távora

Juarez Távora tem 7.796 habitantes distribuídos em 75,7 km², o que dá 103,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de João Pessoa.

No Censo 2022, 434 dos 2.799 domicílios de Juarez Távora — 15,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 424 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 810 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Paraíba é majoritariamente cristalina, com as bacias do Rio do Peixe e da Paraíba e a faixa costeira sedimentar. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Rio do Peixe, aluviões, embasamento cristalino. No sertão cristalino, vazão baixa e água frequentemente salobra; no litoral, aquíferos porosos de boa produtividade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Juarez Távora

Com base em 1.133 poços cadastrados num raio de 30 km de Juarez Távora - PB, 80% deles foram concluídos entre 26 m e 56 m, com profundidade mediana de 44 m. A vazão mediana calculada é de 1,5 m³/h (metade dos poços entre 0,7 m³/h e 2,6 m³/h), sobre 150 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Juarez Távora se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.133 poços no raio, contra 40 poços dentro do município.

44 mprofundidade mediana
1,5 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
40,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 150 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Juarez Távora: 36/100

36 de 100

Confiança: amostra alta1.133 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 4peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 93peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 1peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 94peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 61peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Juarez Távora costumam descer

  • até 50 m 85%762
  • 50 a 100 m 14%130
  • 100 a 150 m 1%6
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 1,2 m³/h 50 m 9262 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 2,5 m³/h 33 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m62 poços Corpo Cristalino 57 · Pré-Cambriano Indiviso 5
  • 50 a 100 m34 poços Corpo Cristalino 34

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Juarez Távora?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Juarez Távora.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.