Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Luzia do Pará - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Luzia do Pará, Pará.

  • aquífero poroso
  • grupo gurupi
  • 23poços cadastrados
  • 49,5 mprofundidade média
  • 38 mprofundidade mediana
  • 27,5 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Luzia do Pará - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 23 poços em Santa Luzia do Pará - PA. A profundidade média é de 49,5 m e a mediana, 38 m, medida em 23 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 27,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Gurupi. No Censo 2022, 5.406 dos 6.312 domicílios do município — 85,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
23
Profundidade média
49,5 m
Profundidade mediana
38 m
Nível estático médio
27,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Gurupi
Ante a média do estado
18,2 m mais raso que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
20.370 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
5.406 (85,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 23 poços em Santa Luzia do Pará, com profundidade média de 49,5 m (mediana de 38 m, variando de 6 m a 160 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Gurupi, presente em 47% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Luzia do Pará é 18,2 m mais raso que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Santa Luzia do Pará

Poços cadastrados em Santa Luzia do Pará - PA
Poços no cadastro nacional23 poços
Profundidade média49,5 m 23 poços com o dado
Profundidade mediana38 m
Faixa de profundidade6 m a 160 m
Nível estático médio27,5 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio66,7 m 3 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 71% dos registros
Rocha predominanteGrupo Gurupi 47% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 12 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 17 poços
Poços com teste de vazão23 de 23
Distribuição das profundidades em Santa Luzia do Pará 6 m mínimo 38 m mediana 160 m máximo
Metade dos poços fica entre 30 m e 60 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Luzia do Pará por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 14 · 61% 50-100 m 7 · 30% 100-150 m 1 · 4% 150-200 m 1 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Luzia do Pará 3 1990 3 2000 17 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Luzia do Pará. Valores em poços. Abastecimento doméstico 12 · 60% Abastecimento urbano 5 · 25% Abastecimento múltiplo 3 · 15%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 10 poços
  • Fissural — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Gurupi — 7 poços
  • Formação Couto Magalhaes — 3 poços
  • Aluviões — 2 poços
  • Arqueano — 1 poço
  • Formação Pirabas — 1 poço
  • Complexo Xingu — 1 poço

O território e o subsolo de Santa Luzia do Pará

Santa Luzia do Pará tem 20.370 habitantes distribuídos em 1.346,5 km², o que dá 15,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Bragança, na região intermediária de Castanhal.

No Censo 2022, 5.406 dos 6.312 domicílios de Santa Luzia do Pará — 85,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.019 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 5.181 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Luzia do Pará

Com base em 130 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Luzia do Pará - PA, 80% deles foram concluídos entre 20 m e 80 m, com profundidade mediana de 48 m. A vazão mediana calculada é de 9,0 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 15,0 m³/h), sobre 65 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (95% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Luzia do Pará se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 130 poços no raio, contra 23 poços dentro do município.

48 mprofundidade mediana
9,0 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
4,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 65 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Luzia do Pará: 58/100

58 de 100

Confiança: amostra alta130 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 33peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 42peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 92peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 75peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Luzia do Pará costumam descer

  • até 50 m 54%69
  • 50 a 100 m 44%56
  • 100 a 150 m 1%1
  • acima de 150 m 1%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 8,3 m³/h 48 m 7341 com teste
Grupo Gurupi 2,2 m³/h 40 m 72 com teste
Aluviões 6,5 m³/h 12 m 42 com teste
Formação Couto Magalhaes 16,6 m³/h 36 m 41 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m58 poços Grupo Barreiras 39 · Grupo Gurupi 5 · Aluviões 4
  • 50 a 100 m40 poços Grupo Barreiras 34 · Formação Pirabas 1 · Quaternário 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Luzia do Pará?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Luzia do Pará.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.