Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ponta de Pedras - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ponta de Pedras, Pará.

  • aquífero poroso
  • quaternário
  • 9poços cadastrados
  • 51,6 mprofundidade média
  • 42 mprofundidade mediana
  • 7,6 mnível estático médio

Como são os poços em Ponta de Pedras - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 9 poços em Ponta de Pedras - PA. A profundidade média é de 51,6 m e a mediana, 42 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Quaternário. No Censo 2022, 1.735 dos 7.084 domicílios do município — 24,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
9
Profundidade média
51,6 m
Profundidade mediana
42 m
Nível estático médio
7,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Quaternário
Ante a média do estado
16,1 m mais raso que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
24.984 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.735 (24,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 9 poços em Ponta de Pedras, com profundidade média de 51,6 m (mediana de 42 m, variando de 8 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Quaternário, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ponta de Pedras é 16,1 m mais raso que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Ponta de Pedras

Poços cadastrados em Ponta de Pedras - PA
Poços no cadastro nacional9 poços
Profundidade média51,6 m 8 poços com o dado
Profundidade mediana42 m
Faixa de profundidade8 m a 150 m
Nível estático médio7,6 m 4 poços com o dado
Nível dinâmico médio39,9 m 4 poços com o dado
Vazão específica média1,6 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteQuaternário 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 3 poços
Poços com teste de vazão9 de 9
Distribuição das profundidades em Ponta de Pedras 8 m mínimo 42 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 32 m e 60 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ponta de Pedras por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 63% 50-100 m 2 · 25% 100-150 m 1 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ponta de Pedras 1 1990 3 2000 2 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ponta de Pedras. Valores em poços. Abastecimento industrial 3 · 43% Abastecimento urbano 2 · 29% Abastecimento doméstico 2 · 29%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Quaternário — 2 poços
  • Grupo Barreiras — 1 poço

O território e o subsolo de Ponta de Pedras

Ponta de Pedras tem 24.984 habitantes distribuídos em 3.363,7 km², o que dá 7,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Soure-Salvaterra, na região intermediária de Breves.

No Censo 2022, 1.735 dos 7.084 domicílios de Ponta de Pedras — 24,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.401 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.083 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ponta de Pedras

Com base em 180 poços cadastrados num raio de 30 km de Ponta de Pedras - PA, 80% deles foram concluídos entre 27 m e 220 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 23,6 m³/h (metade dos poços entre 9,3 m³/h e 137,8 m³/h), sobre 110 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ponta de Pedras se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 180 poços no raio, contra 9 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
23,6 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
6,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 110 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ponta de Pedras: 64/100

64 de 100

Confiança: amostra alta180 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 98peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 42peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 43peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 1peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ponta de Pedras costumam descer

  • até 50 m 41%65
  • 50 a 100 m 20%32
  • 100 a 150 m 4%6
  • acima de 150 m 35%56

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 23,4 m³/h 60 m 6244 com teste
Quaternário 160,1 m³/h 200 m 1613 com teste
Formação Pirabas 151,4 m³/h 201 m 88 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 112,0 m³/h 202 m 54 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m30 poços Grupo Barreiras 26 · Quaternário 2 · Depósitos Flúvio-Lagunares 1
  • 50 a 100 m19 poços Grupo Barreiras 15 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2 · Quaternário 2
  • 100 a 150 m4 poços Grupo Barreiras 2 · Formação Ipixuna 1 · Quaternário 1
  • acima de 150 m44 poços Grupo Barreiras 19 · Quaternário 11 · Formação Pirabas 8

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ponta de Pedras?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ponta de Pedras.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.