Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Placas - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Placas, Pará.

  • aquífero poroso
  • formação itaituba
  • 35poços cadastrados
  • 65,3 mprofundidade média
  • 48 mprofundidade mediana
  • 18,4 mnível estático médio

Como são os poços em Placas - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 35 poços em Placas - PA. A profundidade média é de 65,3 m e a mediana, 48 m, medida em 32 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Itaituba. No Censo 2022, 4.011 dos 5.877 domicílios do município — 68,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
35
Profundidade média
65,3 m
Profundidade mediana
48 m
Nível estático médio
18,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Itaituba
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
18.668 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.011 (68,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 35 poços em Placas, com profundidade média de 65,3 m (mediana de 48 m, variando de 20 m a 190 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Itaituba, presente em 59% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Placas é praticamente igual à média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Placas

Poços cadastrados em Placas - PA
Poços no cadastro nacional35 poços
Profundidade média65,3 m 32 poços com o dado
Profundidade mediana48 m
Faixa de profundidade20 m a 190 m
Nível estático médio18,4 m 27 poços com o dado
Nível dinâmico médio26,9 m 23 poços com o dado
Vazão específica média1,9 m³/h por metro 23 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 96% dos registros
Rocha predominanteFormação Itaituba 59% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 21 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 20 poços
Poços com teste de vazão35 de 35
Distribuição das profundidades em Placas 20 m mínimo 48 m mediana 190 m máximo
Metade dos poços fica entre 40 m e 75 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Placas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 18 · 56% 50-100 m 9 · 28% 100-150 m 2 · 6% 150-200 m 3 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Placas 3 1990 20 2000 8 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Placas. Valores em poços. Abastecimento doméstico 21 · 68% Abastecimento urbano 6 · 19% Abastecimento industrial 2 · 6% Abastecimento múltiplo 1 · 3% Sem uso 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 23 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Itaituba — 16 poços
  • Formação Monte Alegre — 6 poços
  • Formação Alter do Chão — 4 poços
  • Formação Nova Olinda — 1 poço

O território e o subsolo de Placas

Placas tem 18.668 habitantes distribuídos em 7.173,2 km², o que dá 2,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itaituba, na região intermediária de Santarém.

No Censo 2022, 4.011 dos 5.877 domicílios de Placas — 68,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.511 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 4.282 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Placas

Com base em 33 poços cadastrados num raio de 30 km de Placas - PA, 80% deles foram concluídos entre 32 m e 140 m, com profundidade mediana de 48 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 15,5 m³/h), sobre 23 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (96% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Placas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 33 poços no raio, contra 35 poços dentro do município.

48 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
1,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 23 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Placas: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra média33 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 8peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 31peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 92peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 69peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Placas costumam descer

  • até 50 m 61%19
  • 50 a 100 m 26%8
  • 100 a 150 m 3%1
  • acima de 150 m 10%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Itaituba 6,1 m³/h 48 m 1515 com teste
Formação Monte Alegre 9,0 m³/h 36 m 54 com teste
Formação Nova Olinda 9,8 m³/h 54 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m15 poços Formação Itaituba 11 · Formação Monte Alegre 3 · Formação Nova Olinda 1
  • 50 a 100 m6 poços Formação Itaituba 3 · Formação Monte Alegre 2 · Formação Nova Olinda 1
  • acima de 150 m3 poços Formação Alter do Chão 2 · Formação Nova Olinda 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Placas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Placas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.