Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Peixe-Boi - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Peixe-Boi, Pará.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 19poços cadastrados
  • 52,9 mprofundidade média
  • 32 mprofundidade mediana
  • 10 mnível estático médio

Como são os poços em Peixe-Boi - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 19 poços em Peixe-Boi - PA. A profundidade média é de 52,9 m e a mediana, 32 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 846 dos 2.947 domicílios do município — 28,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
19
Profundidade média
52,9 m
Profundidade mediana
32 m
Nível estático médio
10 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
14,8 m mais raso que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
8.285 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
846 (28,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 19 poços em Peixe-Boi, com profundidade média de 52,9 m (mediana de 32 m, variando de 12 m a 191,2 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 63% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Peixe-Boi é 14,8 m mais raso que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Peixe-Boi

Poços cadastrados em Peixe-Boi - PA
Poços no cadastro nacional19 poços
Profundidade média52,9 m 18 poços com o dado
Profundidade mediana32 m
Faixa de profundidade12 m a 191,2 m
Nível estático médio10 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio25,2 m 9 poços com o dado
Vazão específica média2,3 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 92% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 63% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 10 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 6 poços
Poços com teste de vazão19 de 19
Distribuição das profundidades em Peixe-Boi 12 m mínimo 32 m mediana 191,2 m máximo
Metade dos poços fica entre 30 m e 70 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Peixe-Boi por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 12 · 67% 50-100 m 3 · 17% 100-150 m 2 · 11% 150-200 m 1 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Peixe-Boi 1 1980 4 1990 6 2000 5 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Peixe-Boi. Valores em poços. Abastecimento urbano 10 · 63% Abastecimento doméstico 3 · 19% Pecuária 1 · 6% Abastecimento industrial 1 · 6% Irrigação 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 12 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 10 poços
  • Formação Pirabas — 6 poços

O território e o subsolo de Peixe-Boi

Peixe-Boi tem 8.285 habitantes distribuídos em 450,2 km², o que dá 18,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Capanema, na região intermediária de Castanhal.

No Censo 2022, 846 dos 2.947 domicílios de Peixe-Boi — 28,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 586 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 815 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Peixe-Boi

Com base em 305 poços cadastrados num raio de 30 km de Peixe-Boi - PA, 80% deles foram concluídos entre 18 m e 68 m, com profundidade mediana de 31 m. A vazão mediana calculada é de 7,5 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 14,5 m³/h), sobre 121 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Peixe-Boi se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 305 poços no raio, contra 19 poços dentro do município.

31 mprofundidade mediana
7,5 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
10,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 121 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Peixe-Boi: 59/100

59 de 100

Confiança: amostra alta305 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 52peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 57peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 59peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 97peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 49peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Peixe-Boi costumam descer

  • até 50 m 80%233
  • 50 a 100 m 19%55
  • 100 a 150 m 1%4
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Pirabas 6,0 m³/h 32 m 11063 com teste
Grupo Barreiras 12,0 m³/h 37 m 7217 com teste
Terciário-Quaternário sem teste 26 m 25
Aluviões 4,5 m³/h 18 m 74 com teste
Holoceno 18,0 m³/h 12 m 55 com teste
Quaternário 12,7 m³/h 18 m 42 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m185 poços Formação Pirabas 88 · Grupo Barreiras 54 · Terciário-Quaternário 25
  • 50 a 100 m35 poços Formação Pirabas 21 · Grupo Barreiras 14
  • 100 a 150 m4 poços Grupo Barreiras 3 · Formação Pirabas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Peixe-Boi?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Peixe-Boi.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.