Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Abaetetuba - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Abaetetuba, Pará.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 106poços cadastrados
  • 63,6 mprofundidade média
  • 45 mprofundidade mediana
  • 6,3 mnível estático médio

Como são os poços em Abaetetuba - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 106 poços em Abaetetuba - PA. A profundidade média é de 63,6 m e a mediana, 45 m, medida em 70 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 27.423 dos 43.033 domicílios do município — 63,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
106
Profundidade média
63,6 m
Profundidade mediana
45 m
Nível estático médio
6,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
4,1 m mais raso que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
158.188 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
27.423 (63,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 106 poços em Abaetetuba, com profundidade média de 63,6 m (mediana de 45 m, variando de 11 m a 169,5 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 73% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Abaetetuba é 4,1 m mais raso que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Abaetetuba

Poços cadastrados em Abaetetuba - PA
Poços no cadastro nacional106 poços
Profundidade média63,6 m 70 poços com o dado
Profundidade mediana45 m
Faixa de profundidade11 m a 169,5 m
Nível estático médio6,3 m 61 poços com o dado
Nível dinâmico médio16,9 m 59 poços com o dado
Vazão específica média3,3 m³/h por metro 56 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 73% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 18 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 40 poços
Poços com teste de vazão106 de 106
Distribuição das profundidades em Abaetetuba 11 m mínimo 45 m mediana 169,5 m máximo
Metade dos poços fica entre 25 m e 80 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Abaetetuba por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 37 · 53% 50-100 m 20 · 29% 100-150 m 3 · 4% 150-200 m 10 · 14%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Abaetetuba 1 1970 1 1980 9 1990 11 2000 40 2010 8 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Abaetetuba. Valores em poços. Abastecimento doméstico 18 · 32% Abastecimento industrial 18 · 32% Abastecimento urbano 11 · 20% Abastecimento doméstico/animal 4 · 7% Abastecimento múltiplo 3 · 5% Outros (lazer,etc.) 2 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 32 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 24 poços
  • Aluviões — 6 poços
  • Pleistoceno — 2 poços
  • Holoceno — 1 poço

O território e o subsolo de Abaetetuba

Abaetetuba tem 158.188 habitantes distribuídos em 1.610,7 km², o que dá 98,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Abaetetuba, na região intermediária de Belém.

No Censo 2022, 27.423 dos 43.033 domicílios de Abaetetuba — 63,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 23.167 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 33.699 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Abaetetuba

Com base em 390 poços cadastrados num raio de 30 km de Abaetetuba - PA, 80% deles foram concluídos entre 18 m e 200 m, com profundidade mediana de 42 m. A vazão mediana calculada é de 9,3 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 34,9 m³/h), sobre 257 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Abaetetuba se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 390 poços no raio, contra 106 poços dentro do município.

42 mprofundidade mediana
9,3 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
13,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 257 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Abaetetuba: 59/100

59 de 100

Confiança: amostra alta390 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 69peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 64peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 45peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 95peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 2peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Abaetetuba costumam descer

  • até 50 m 59%201
  • 50 a 100 m 20%67
  • 100 a 150 m 4%14
  • acima de 150 m 18%60

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 6,7 m³/h 39 m 169137 com teste
Quaternário 180,0 m³/h 202 m 1212 com teste
Aluviões 3,0 m³/h 12 m 119 com teste
Grupo Pará 31,0 m³/h 78 m 88 com teste
Formação Pirabas 151,4 m³/h 201 m 88 com teste
Formação Ipixuna 13,0 m³/h 36 m 87 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 112,0 m³/h 202 m 54 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m133 poços Grupo Barreiras 112 · Aluviões 11 · Formação Ipixuna 5
  • 50 a 100 m39 poços Grupo Barreiras 27 · Grupo Pará 5 · Pleistoceno 2
  • 100 a 150 m10 poços Grupo Barreiras 8 · Formação Ipixuna 1 · Quaternário 1
  • acima de 150 m45 poços Grupo Barreiras 22 · Quaternário 10 · Formação Pirabas 8

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Abaetetuba?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Abaetetuba.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.