Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Parauapebas - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Parauapebas, Pará.

  • aquífero fissural
  • complexo xingu
  • 427poços cadastrados
  • 119 mprofundidade média
  • 110 mprofundidade mediana
  • 20,2 mnível estático médio

Como são os poços em Parauapebas - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 427 poços em Parauapebas - PA. A profundidade média é de 119 m e a mediana, 110 m, medida em 412 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 20,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Xingu. No Censo 2022, 21.963 dos 87.667 domicílios do município — 25,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
427
Profundidade média
119 m
Profundidade mediana
110 m
Nível estático médio
20,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Xingu
Ante a média do estado
51,3 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
267.836 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
21.963 (25,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 427 poços em Parauapebas, com profundidade média de 119 m (mediana de 110 m, variando de 15 m a 450 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Xingu, presente em 45% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Parauapebas é 51,3 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Parauapebas

Poços cadastrados em Parauapebas - PA
Poços no cadastro nacional427 poços
Profundidade média119 m 412 poços com o dado
Profundidade mediana110 m
Faixa de profundidade15 m a 450 m
Nível estático médio20,2 m 303 poços com o dado
Nível dinâmico médio54,5 m 297 poços com o dado
Vazão específica média2,2 m³/h por metro 270 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 75% dos registros
Rocha predominanteComplexo Xingu 45% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 169 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 245 poços
Poços com teste de vazão427 de 427
Distribuição das profundidades em Parauapebas 15 m mínimo 110 m mediana 450 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 155 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Parauapebas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 79 · 19% 50-100 m 103 · 25% 100-150 m 121 · 29% 150-200 m 72 · 17% acima de 200 m 37 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Parauapebas 33 1990 120 2000 245 2010 14 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Parauapebas. Valores em poços. Abastecimento industrial 169 · 43% Abastecimento doméstico 85 · 22% Abastecimento múltiplo 62 · 16% Abastecimento urbano 48 · 12% Outros (lazer,etc.) 25 · 6% Abastecimento doméstico/animal 3 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 154 poços
  • Poroso — 49 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Xingu — 84 poços
  • Formação Carajás — 69 poços
  • Grupo Rio Novo — 17 poços
  • Grupo Grão-Pará — 8 poços
  • Formação Couto Magalhaes — 5 poços
  • Formação Parauapebas — 4 poços

O território e o subsolo de Parauapebas

Parauapebas tem 267.836 habitantes distribuídos em 6.885,8 km², o que dá 38,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Parauapebas, na região intermediária de Marabá.

No Censo 2022, 21.963 dos 87.667 domicílios de Parauapebas — 25,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 11.403 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 19.401 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Parauapebas

Com base em 386 poços cadastrados num raio de 30 km de Parauapebas - PA, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 200 m, com profundidade mediana de 110 m. A vazão mediana calculada é de 7,1 m³/h (metade dos poços entre 3,4 m³/h e 19,9 m³/h), sobre 226 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (78% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Parauapebas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 386 poços no raio, contra 427 poços dentro do município.

110 mprofundidade mediana
7,1 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
13,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 226 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Parauapebas: 45/100

45 de 100

Confiança: amostra alta386 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 48peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 64peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 47peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 32peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 8peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Parauapebas costumam descer

  • até 50 m 21%77
  • 50 a 100 m 23%86
  • 100 a 150 m 31%116
  • acima de 150 m 25%92

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Xingu 5,5 m³/h 112 m 7960 com teste
Formação Carajás 27,6 m³/h 130 m 6755 com teste
Grupo Grão-Pará 9,4 m³/h 83 m 138 com teste
Formação Couto Magalhaes 15,1 m³/h 144 m 54 com teste
Formação Parauapebas 18,2 m³/h 85 m 43 com teste
Quaternário 18,1 m³/h 104 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m26 poços Complexo Xingu 19 · Grupo Grão-Pará 5 · Aluviões 1
  • 50 a 100 m40 poços Complexo Xingu 19 · Formação Carajás 10 · Formação Parauapebas 4
  • 100 a 150 m70 poços Formação Carajás 31 · Complexo Xingu 25 · Grupo Grão-Pará 6
  • acima de 150 m44 poços Formação Carajás 26 · Complexo Xingu 16 · Quaternário 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Parauapebas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Parauapebas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.